Ngange Mbaye, um vendedor ambulante do Senegal, foi morto pela Polícia Militar em São Paulo durante uma abordagem. Ele tinha 34 anos e estava no Brasil para escapar da fome, sustentando sua família na África. Ngange foi baleado após tentar resistir à abordagem e não sobreviveu. Sua namorada, que está grávida de sete meses, planejava um chá de bebê. O advogado dela, Adriano Santos, disse que a abordagem foi desproporcional e que um inquérito foi aberto para investigar a morte. Um vídeo mostra Ngange tentando proteger seu carrinho de mercadorias antes de ser agredido pelos policiais, que usaram força letal. Amigos de Ngange estão arrecadando dinheiro para levar seu corpo de volta ao Senegal para o enterro. A Secretaria de Segurança Pública informou que o policial que disparou foi afastado e o caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios.
Ngange Mbaye, um vendedor ambulante senegalês de 34 anos, foi morto durante uma abordagem da Polícia Militar no Brás, em São Paulo, na última sexta-feira. Ele estava no Brasil para escapar da fome e sustentava sua família na África. Ngange foi baleado após resistir à abordagem e não sobreviveu aos ferimentos.
A namorada de Ngange, que está grávida de sete meses, planejava um chá de bebê para anunciar o sexo da criança. O advogado da jovem, Adriano Santos, afirmou que a abordagem foi desproporcional e que um inquérito foi aberto para investigar a morte. Santos destacou que o vendedor estava apenas tentando trabalhar e que a polícia poderia ter utilizado métodos não letais.
Um vídeo gravado por uma testemunha mostra a abordagem, onde Ngange tenta proteger seu carrinho de mercadorias. Ele foi agredido por policiais antes de um deles disparar a arma. O advogado mencionou que amigos de Ngange estão organizando uma vaquinha para ajudar na transferência do corpo para o Senegal, onde ele será enterrado.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o policial que efetuou o disparo foi afastado das atividades operacionais. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e registrado como morte decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio.
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