Um aposentado de 80 anos, Francisco Ferreira da Silva, foi confundido com um estuprador foragido e detido por 10 horas em São Paulo. O incidente ocorreu em 20 de dezembro de 2024, enquanto ele trabalhava como jardineiro em uma unidade de saúde. A família de Francisco planeja processar a Prefeitura e o consórcio responsável pelo sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, que defende sua eficácia, afirmando que não houve prisões equivocadas. A filha de Francisco, Adriana, criticou a abordagem da polícia e a falta de assistência durante a detenção. Após o erro, Francisco começou a sair de casa disfarçado. A polícia admitiu que o erro poderia acontecer novamente e a família não recebeu documentos sobre o ocorrido. O advogado da família destacou que a Prefeitura e o consórcio devem ser responsabilizados por falhas que levam a prisões indevidas. O Smart Sampa já capturou 990 foragidos, mas enfrenta críticas por sua abordagem, especialmente em relação a pessoas negras e de comunidades periféricas. Um professor de direito alertou sobre a necessidade de discutir a privacidade e o uso de imagens do sistema. A Prefeitura não respondeu aos questionamentos sobre o caso de Francisco, mas reafirmou que o programa segue protocolos rigorosos.
O sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, deteve um aposentado de 80 anos, confundido com um estuprador foragido. O incidente ocorreu em 20 de dezembro de 2024, em Cidade Tiradentes, onde Francisco Ferreira da Silva foi abordado por guardas civis enquanto trabalhava como jardineiro em uma unidade de saúde.
A família de Francisco planeja processar a Prefeitura e o consórcio responsável, alegando que ele ficou detido por cerca de 10 horas sem confirmação de identidade. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) defende a eficácia do sistema, afirmando que “ninguém foi preso por equívoco após reconhecimento facial”. No entanto, a filha de Francisco, Adriana Ferreira, destacou que a abordagem foi inadequada e que seu pai não recebeu assistência durante a detenção.
Após o erro, Francisco passou a sair de casa “camuflado”, usando óculos escuros e moletom. A polícia admitiu que o erro poderia se repetir, e a família não recebeu nenhum documento sobre a ocorrência. O advogado da família, Alexandre Pacheco Martins, criticou o sistema, afirmando que a Prefeitura e o consórcio devem ser responsabilizados por falhas que resultam em prisões indevidas.
O Smart Sampa, que já capturou 990 foragidos desde sua implementação, enfrenta críticas por sua abordagem, especialmente em relação a pessoas negras e periféricas. O professor de direito Guilherme Madeira Dezem enfatizou a necessidade de discutir os limites da privacidade e o uso de imagens capturadas pelo sistema, alertando para a perda de liberdade no espaço público. A Prefeitura não respondeu aos questionamentos sobre o caso de Francisco, reiterando que o programa segue protocolos rigorosos.
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