Juscelino Filho, que era o ministro das Comunicações, foi demitido no dia 8 de outubro após ser acusado pela Procuradoria-Geral da República de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. Ele ficou no cargo por mais de dois anos, mesmo enfrentando investigações por ocultação de patrimônio e uso indevido de recursos públicos. Nos primeiros meses de seu mandato, surgiram denúncias de que ele escondeu R$ 2 milhões em bens, incluindo cavalos de raça, e usou um avião da Força Aérea Brasileira para compromissos pessoais. Além disso, direcionou R$ 5 milhões em emendas para uma estrada que levava a uma fazenda sua em Vitorino Freire, no Maranhão. A pressão para sua saída veio da própria bancada do União Brasil, que pediu sua substituição, afirmando que ele não representava o grupo. A demissão foi facilitada pela garantia de que não haveria retaliações políticas, já que os aliados de Juscelino apoiaram a troca. Lula, que costuma ser tolerante com aliados em dificuldades, hesitou em demitir Juscelino antes, mas a combinação das acusações e a pressão interna tornaram sua saída inevitável.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi demitido na última terça-feira, 8 de outubro, após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. Sua permanência no cargo, apesar das investigações por ocultação de patrimônio e uso indevido de recursos públicos, durou mais de dois anos.
Durante os primeiros meses de governo, surgiram denúncias de que Juscelino ocultou R$ 2 milhões em patrimônio, incluindo cavalos de raça, e utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para compromissos pessoais. Além disso, direcionou R$ 5 milhões em emendas para uma estrada que levava a uma fazenda de sua propriedade em Vitorino Freire (MA).
A demissão foi impulsionada pela pressão da própria bancada do União Brasil, que solicitou sua substituição, alegando que ele não representava o grupo. A decisão de Lula foi facilitada pela garantia de que não haveria retaliações políticas, uma vez que os padrinhos políticos de Juscelino apoiaram a troca.
Lula, que já demonstrou tolerância com aliados em situações semelhantes, hesitou em demitir Juscelino antes, em parte devido ao princípio da presunção de inocência. No entanto, a combinação das denúncias da PGR e a pressão interna do partido tornaram sua saída inevitável.
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