Neste sábado, o Gabão realizou suas primeiras eleições presidenciais desde o golpe de Estado de agosto de 2023, que depôs o presidente Ali Bongo Ondimba. O general Brice Oligui Nguema, que liderou o golpe, é o principal candidato e busca legitimar seu governo. Cerca de 920 mil eleitores estão registrados para votar em mais de 3 mil locais de votação, apesar de um terço da população viver na pobreza, mesmo com a riqueza em petróleo do país. Oligui Nguema enfrenta críticas por restringir a oposição e controlar o processo eleitoral. Seu principal adversário é Alain Claude Bilie-By-Nze, ex-primeiro-ministro de Bongo, que promete reformar as finanças públicas e diminuir a dependência da França. Bilie-By-Nze expressou desconfiança sobre a transparência das eleições, afirmando que “tudo foi feito para travar o voto”. A nova Constituição, aprovada em referendo em novembro, estabelece um mandato presidencial de sete anos, renovável uma vez, e proíbe a sucessão dinástica. O novo código eleitoral permite que militares concorram a cargos públicos. Oligui Nguema ainda não renunciou formalmente ao cargo militar e é apoiado pelo Partido Democrático Gabonês. Os resultados das eleições devem ser divulgados na segunda-feira, com cerca de 2.500 observadores credenciados para garantir a lisura do processo. O Gabão enfrenta desafios econômicos significativos, como um desemprego juvenil de quase 40% e infraestrutura deficiente, após décadas de má gestão.
Neste sábado, o Gabão realizou suas primeiras eleições presidenciais desde o golpe de Estado de agosto de 2023, que depôs o presidente Ali Bongo Ondimba. O general Brice Oligui Nguema, líder do golpe, é o principal candidato, buscando legitimar seu governo. Aproximadamente 920 mil eleitores estão registrados para votar em mais de 3 mil locais de votação. Apesar da riqueza em petróleo do país, um terço da população vive na pobreza.
Oligui Nguema, que prometeu devolver o poder aos civis, enfrenta críticas por restringir a oposição e controlar o processo eleitoral. Alain Claude Bilie-By-Nze, ex-primeiro-ministro de Bongo, é seu principal adversário, prometendo reformar as finanças públicas e reduzir a dependência da França. Bilie-By-Nze expressou desconfiança sobre a transparência do pleito, afirmando que “tudo foi feito para travar o voto”.
A nova Constituição, aprovada em referendo em novembro, estabelece um mandato presidencial de sete anos, renovável uma vez, e proíbe a sucessão dinástica. O novo código eleitoral, adotado em janeiro, permite que militares concorram a cargos públicos. Oligui Nguema, que ainda não renunciou formalmente ao cargo militar, é apoiado pelo Partido Democrático Gabonês, a maior força política do país.
Os resultados das eleições devem ser divulgados na segunda-feira, e cerca de 2.500 observadores foram credenciados para garantir a lisura do processo. O Gabão, membro da Opep+, enfrenta desafios econômicos significativos, como desemprego juvenil de quase 40% e infraestrutura deficiente, após décadas de má gestão.
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