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Justiça aceita recurso de morador do Complexo do Alemão contra Jair Bolsonaro por danos morais

Justiça Comum julgará ação de morador do Complexo do Alemão contra Jair Bolsonaro por danos morais após declarações sobre "CPX".

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A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que a Justiça Comum deve julgar o caso de João Pedro de Souza e Silva, morador do Complexo do Alemão, que processou o ex-presidente Jair Bolsonaro por danos morais. João Pedro pede R$ 200 mil de indenização, pois Bolsonaro associou a sigla “CPX” ao crime organizado, o que teve grande repercussão. A sigla se refere ao “Complexo das Favelas” e foi mencionada durante uma visita de Bolsonaro à comunidade em 2022. O desembargador Rogério de Oliveira Souza, relator do recurso, afirmou que casos de indenização devem ser tratados pela Justiça Comum, e não pela Justiça Eleitoral. Assim, o processo pode continuar na Justiça Comum.

A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, aceitar o recurso de João Pedro de Souza e Silva, morador do Complexo do Alemão, em sua ação por danos morais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O tribunal determinou que a Justiça Comum é a instância apropriada para julgar o caso, em vez da Justiça Eleitoral, como inicialmente sugerido.

João Pedro solicita uma indenização de R$ 200 mil, argumentando que as declarações de Bolsonaro, que associaram a sigla “CPX” ao crime organizado, tiveram grande repercussão. A sigla, que aparece em um boné usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refere-se ao “Complexo das Favelas”. As declarações foram feitas durante uma visita à comunidade em 2022.

O relator do recurso, desembargador Rogério de Oliveira Souza, justificou a decisão afirmando que “o julgamento de pedidos indenizatórios, mesmo que derivados de atos praticados em campanha eleitoral, deve ser realizado pela Justiça Comum”. Ele destacou que a decisão anterior de transferir o caso para a Justiça Eleitoral não se sustenta.

Com essa decisão, o processo poderá prosseguir na Justiça Comum, permitindo que João Pedro busque reparação pelos danos morais que alega ter sofrido em decorrência das declarações do ex-presidente.

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