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Voluntários processam Taurus por danos morais após resgate de armamentos em Porto Alegre

Voluntários que ajudaram em resgates no Rio Grande do Sul processam a Taurus por danos morais, alegando engano em missão de retirada de armas.

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Um grupo de voluntários que ajudou nas enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado está processando a empresa Taurus por danos morais. Eles pedem 1,27 milhão de reais, afirmando que foram chamados para resgatar crianças, mas acabaram removendo armas do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Os voluntários se sentiram enganados e expostos a situações perigosas.

Durante a operação, eles retiraram cerca de três mil armas e usaram barcos para transportar as caixas, sem qualquer proteção. Trabalharam o dia todo e ajudaram a arrombar um portão do aeroporto. A Taurus disse que não sabia da participação dos voluntários e que vai investigar o caso. A União também é parte do processo, acusada de negligência, pois a Polícia Federal sabia que os voluntários não estavam preparados para essa tarefa.

Um dos voluntários, Nicolas Vedovatto, contou que se sentiu enganado ao ser convocado para uma missão que deveria envolver crianças, mas que se transformou em uma operação para remover armas. Ele havia se preparado para ajudar as crianças, mas acabou sendo convencido a participar da remoção dos armamentos, com a justificativa de que isso era importante para evitar que as armas fossem usadas por criminosos.

Um grupo de voluntários que atuou no resgate de vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado processou a empresa de armamentos Taurus por danos morais. Eles reivindicam uma indenização de R$ 1,27 milhão, alegando que foram convocados para salvar crianças, mas acabaram removendo armamentos do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Os voluntários se sentiram “enganados” e afirmam ter sido expostos a situações de risco.

O processo, ao qual o GLOBO teve acesso, relata que os voluntários retiraram cerca de três mil artefatos bélicos do aeroporto. Durante a operação, eles utilizaram barcos para transportar as caixas de armas, sem qualquer proteção. Os voluntários afirmam que trabalharam o dia todo, carregando um total de 156 caixas de armamento, e ajudaram a arrombar um portão do aeroporto.

A Taurus declarou ao GLOBO que não tinha conhecimento da participação dos voluntários e que irá investigar os fatos junto às autoridades. A União também é ré no processo, sendo acusada de negligência, já que agentes da Polícia Federal estavam cientes de que os voluntários eram civis despreparados para a operação. O GLOBO aguarda retorno da União sobre o caso.

Nicolas Vedovatto, um dos voluntários, relatou que foi enganado ao ser convocado para uma missão que envolvia crianças, mas que se transformou em uma operação para resgatar armas. Ele havia mobilizado recursos, como barcos e brinquedos, para ajudar as crianças. No entanto, foi persuadido a participar da remoção dos armamentos, sob a alegação de que isso era crucial para evitar que as armas caíssem nas mãos de criminosos.

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