A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados vai realizar uma audiência pública para discutir a retomada das obras da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro. O evento foi solicitado pelo deputado Julio Lopes e contará com a presença de ministros, incluindo Alexandre Silveira e Rui Costa. Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética adiou a decisão sobre a viabilidade financeira da construção. Rui Costa defendeu a postergação, enquanto Silveira apoiou a autorização para a exploração da usina, que teria uma tarifa de R$ 653,31 por megawatt-hora, conforme proposta do BNDES. Silveira alertou que a não aprovação pode levar a aportes de até R$ 14 bilhões pelos acionistas da ENBPar, incluindo a União. Julio Lopes destacou a importância da discussão para a segurança energética do Brasil e a necessidade de transparência sobre custos e cronograma. A audiência busca promover um diálogo entre governo, setor produtivo e sociedade civil sobre os desafios da conclusão do projeto.
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública para discutir a retomada das obras da usina nuclear Angra 3, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro. O evento, solicitado pelo deputado Julio Lopes (PP-RJ), contará com a presença de ministros, incluindo Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil), entre outros.
Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou novamente a decisão sobre a viabilidade financeira da construção da usina. O ministro Rui Costa foi um dos principais defensores da postergação, enquanto Alexandre Silveira reiterou seu apoio à aprovação da autorização para exploração de Angra 3, com uma tarifa de R$ 653,31 por megawatt-hora proposta pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Silveira alertou que a não aprovação pelo CNPE pode resultar em aportes imediatos de até R$ 14 bilhões pelos acionistas da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), incluindo a União. O deputado Julio Lopes enfatizou que a discussão sobre Angra 3 é crucial para a segurança energética do Brasil, destacando a necessidade de transparência em relação ao cronograma, custos e modelo de financiamento.
A audiência pública visa criar um espaço de diálogo entre o governo, o setor produtivo e a sociedade civil, promovendo maior clareza sobre os desafios e soluções para a conclusão do empreendimento. Além dos ministros, outros convidados também participarão da discussão, que busca esclarecer os impactos da usina no setor elétrico.
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