O Tribunal de Contas da União decidiu investigar a Previ, que é o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, por causa de um grande déficit de 17,7 bilhões de reais em 2024. A auditoria vai examinar se houve problemas nas decisões de investimento da diretoria, que é liderada por João Luiz Fukunaga. Antes, a Previ tinha um superávit de mais de 14 bilhões de reais, mas perdeu muito dinheiro, especialmente por causa da queda nas ações da Vale, que representam quase 10% dos investimentos do fundo. O TCU também vai enviar informações sobre a investigação para a Polícia Federal e o Ministério Público.
Além disso, a auditoria vai verificar se é legal Fukunaga ser parte do conselho da Vale, já que ele ganha mais de 2 milhões de reais por ano. O ministro do TCU está preocupado que isso possa afetar as decisões da Previ sobre onde investir. A Previ defende que suas escolhas de investimento são baseadas em critérios técnicos e que o déficit é resultado de mudanças no mercado. A auditoria também vai olhar para a compra de ações da Vibra e se essas decisões seguiram as regras internas da Previ. O Banco do Brasil pode ter que ajudar a cobrir esse déficit, o que pode impactar sua situação no mercado.
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu transformar a investigação preliminar sobre a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, em uma auditoria abrangente. O foco será apurar um déficit de R$ 17,7 bilhões em 2024, além de investigar possíveis conflitos de interesse nas decisões de investimento da diretoria, liderada por João Luiz Fukunaga. A auditoria foi aprovada em sessão plenária e segue recomendações do ministro Walton Alencar Rodrigues.
O relator destacou que a Previ, que já teve um superávit acumulado de mais de R$ 14 bilhões, enfrentou perdas significativas, em parte devido à queda no valor das ações da Vale S.A., que compõem 9,9% da carteira de investimentos. O TCU também enviará cópias do levantamento para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e outras entidades para acompanhamento. O ministro ressaltou a importância de investigar se a gestão dos recursos da Previ está sendo realizada de forma adequada e se há indícios de irregularidades.
Além disso, a auditoria examinará a legalidade da participação de Fukunaga no conselho de administração da Vale, considerando que sua remuneração anual ultrapassa R$ 2 milhões. O ministro expressou preocupações sobre como essa situação pode comprometer a imparcialidade nas decisões de investimento da Previ, especialmente em relação a empresas onde a entidade possui participação significativa. A Previ, por sua vez, defendeu que suas decisões de investimento seguem critérios técnicos e que o déficit é resultado de oscilações de mercado.
A auditoria também investigará a compra de ações da Vibra, ex-BR Distribuidora, e a concentração de investimentos na Vale, que contrariam diretrizes internas da Previ. O TCU busca esclarecer se as decisões de investimento foram fundamentadas em critérios técnicos ou se visavam a obtenção de cargos nos conselhos das empresas investidas, o que poderia gerar conflitos de interesse. A situação é crítica, pois o Banco do Brasil pode ser obrigado a cobrir o déficit, afetando sua posição no mercado.
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