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Governo atualiza ‘lista suja’ com 155 novos empregadores por trabalho análogo à escravidão

**Atualização da "lista suja" revela 155 novos empregadores por trabalho análogo à escravidão; medidas de ajuste são reforçadas.**

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A lista suja do governo, que mostra empregadores que exploram trabalhadores em condições parecidas com a escravidão, foi atualizada em 9 de abril de 2025. Agora, há 155 novos nomes, sendo 18 deles de trabalho doméstico, totalizando 727 empregadores na lista. Também foram retirados 120 nomes que cumpriram o prazo de dois anos. Na atualização anterior, em outubro de 2024, foram adicionados 176 novos nomes. Um dos casos notáveis é o de Ana Cristina Gayotto de Borba, esposa de um desembargador, acusada de manter uma funcionária surda em condições de trabalho análogas à escravidão. A lista é pública e atualizada a cada seis meses pelo Ministério do Trabalho, para mostrar os resultados das fiscalizações. Os nomes entram na lista após um processo que não permite apelação. Empregadores podem sair antes do prazo se se comprometerem a indenizar as vítimas e ajudar em programas de assistência. A lista existe desde 2004 e já enfrentou dificuldades, como a suspensão de sua divulgação entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal confirmou sua legalidade. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, criado em maio de 2020.

A “lista suja” do governo federal, que identifica empregadores que exploram trabalhadores em condições análogas à escravidão, foi atualizada em 9 de abril de 2025. A nova versão inclui 155 novos nomes, sendo 18 relacionados ao trabalho doméstico. Com essa atualização, o total de empregadores na lista chega a 727.

Além da inclusão, 120 empregadores foram removidos após cumprirem o prazo de dois anos na lista. A atualização anterior, em outubro de 2024, registrou 176 novas inclusões. Entre os novos nomes, destaca-se o de Ana Cristina Gayotto de Borba, esposa do desembargador Jorge Luiz de Borba, acusados de manter uma funcionária surda em condições de trabalho análogas à escravidão.

A “lista suja” é um documento público, atualizado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, com o objetivo de dar transparência às fiscalizações contra o trabalho escravo. Os nomes são adicionados após um processo administrativo que não permite recurso. Empregadores podem ser retirados antes do prazo de dois anos se firmarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas e investir em programas de assistência.

Desde sua criação em 2004, a lista enfrentou desafios, incluindo a suspensão de sua divulgação entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou sua constitucionalidade. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, que foi lançado em maio de 2020.

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