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Márcia Lima deixa Secretaria de Políticas Afirmativas por falta de autonomia e comunicação deficiente

Márcia Lima deixa o Ministério da Igualdade Racial, apontando falta de autonomia e comunicação ineficaz sobre conquistas em políticas raciais.

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Márcia Lima, que era a secretária de Políticas Afirmativas do Ministério da Igualdade Racial, anunciou que está deixando o cargo. Ela disse que não tem mais liberdade para escolher sua equipe, pois as decisões agora são tomadas por pessoas de cima no ministério. Lima também falou sobre os avanços nas políticas para a população negra, como mudanças nas leis de cotas, mas reclamou que essas conquistas não foram bem comunicadas. Ela destacou o Plano Juventude Negra Viva, que ajuda jovens negros, mas disse que a divulgação sobre ele foi fraca. Além disso, mencionou uma estratégia de comunicação antifascista que foi criada, mas que também não recebeu a atenção que merecia. O presidente Lula recentemente trocou o ministro da comunicação, e o novo ministro, Sidônio Portela, está tentando melhorar a comunicação do governo, mas Lima acredita que a falta de popularidade do governo é um problema que envolve todos os ministros e que a comunicação sobre questões raciais ainda enfrenta dificuldades.

A secretária de Políticas Afirmativas do Ministério da Igualdade Racial, Márcia Lima, anunciou sua saída do cargo, destacando a perda de autonomia na formação de sua equipe e problemas nas estratégias de comunicação do governo. Em entrevista ao GLOBO, ela afirmou que decisões sobre a composição da equipe passaram a ser tomadas pela alta gestão do ministério, o que a levou a pedir demissão.

Lima mencionou que, apesar dos avanços nas políticas raciais, como a revisão da lei de cotas no ensino superior e a renovação da lei de cotas no serviço público, essas conquistas não foram comunicadas de forma eficaz. Ela enfatizou a importância do Plano Juventude Negra Viva, que visa reduzir a vulnerabilidade dos jovens negros, mas ressaltou que a comunicação sobre o plano foi insuficiente.

A ex-secretária também criticou a falta de visibilidade de uma estratégia de comunicação antifascista desenvolvida em conjunto com a Secretaria de Comunicação Social (Secom). Embora o plano tenha sido lançado em dezembro, Lima afirmou que não houve divulgação adequada, o que prejudicou a comunicação sobre questões raciais no governo.

Recentemente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou Sidônio Portela como novo ministro da Secom, com a missão de melhorar a comunicação do governo. Portela organizou um evento para apresentar as ações do governo, mas a ex-secretária Lima destacou que a impopularidade do governo é um desafio que envolve todos os ministros, e a comunicação sobre a pauta racial ainda enfrenta resistência.

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