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Luísa Rosa denuncia assédio e retaliações na CBF após ser a primeira mulher em diretoria

Luísa Rosa, primeira mulher a dirigir na CBF, denunciou assédio e espionagem, resultando em sua demissão e processos judiciais.

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Luísa Rosa é uma arquiteta que foi convidada pela CBF em 2020 para construir centros de treinamento. Ela se tornou a primeira mulher a ocupar uma diretoria na confederação. Com um orçamento de 100 milhões de dólares da FIFA, começou as obras, mas enfrentou problemas sérios. Rosa denunciou assédio e um ambiente hostil para mulheres na CBF, incluindo a contratação de prostitutas para eventos e mensagens de assédio de colegas. Sua advogada disse que ela sofreu retaliações e teve suas responsabilidades diminuídas.

Em 2023, Luísa encontrou uma câmera escondida na sede da CBF, o que gerou desconfiança entre os funcionários. Após relatar essas irregularidades à Comissão de Ética, ela foi demitida em julho, acusada de vazar informações. A Justiça determinou que a CBF a indenizasse em 60 mil reais, mas a confederação recorreu. Em resposta, o presidente Ednaldo Rodrigues processou Luísa e sua advogada por difamação, mas ambas foram absolvidas.

Esse caso teve um grande impacto na CBF, onde muitos funcionários não se sentem seguros para relatar assédios ou problemas. Uma pesquisa mostrou que mais da metade dos trabalhadores teme represálias ao falar sobre essas situações. A situação de Luísa destaca a necessidade de um ambiente de trabalho mais seguro e igualitário na CBF, que tem cerca de quatrocentos funcionários, metade deles mulheres.

A arquiteta Luísa Rosa, convidada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2020 para liderar a construção de catorze centros de treinamento, se tornou a primeira mulher a assumir uma diretoria na entidade. Com experiência em arenas esportivas, Rosa utilizou parte dos R$ 100 milhões enviados pela FIFA para iniciar as obras. No entanto, sua trajetória na CBF se tornou problemática, marcada por assédio e um ambiente hostil às mulheres.

Rosa denunciou a contratação de prostitutas para eventos da CBF e recebeu mensagens de assédio de colegas. Sua advogada, Cyntia Sussekind Rocha, afirmou que Rosa enfrentou retaliações e humilhações, incluindo a exclusão de suas atribuições. Em 2023, a arquiteta descobriu uma câmera escondida com captação de áudio na sede da CBF, levando a uma onda de desconfiança entre os funcionários sobre a privacidade no ambiente de trabalho.

Após denunciar as irregularidades à Comissão de Ética da CBF, Rosa foi demitida em julho de 2023, sob a acusação de vazamento de informações. A Justiça a condenou a receber R$ 60 mil de indenização, mas a CBF recorreu. Em retaliação, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, processou Rosa e sua advogada por difamação, mas ambas foram absolvidas.

A situação de Rosa gerou repercussão interna, com uma pesquisa indicando que mais da metade dos funcionários da CBF não se sentem seguros para relatar assédios ou irregularidades. O caso evidencia a necessidade de um ambiente de trabalho mais seguro e igualitário na entidade, que conta com cerca de quatrocentos funcionários, dos quais aproximadamente cinquenta por cento são mulheres.

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