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Procurador-geral do Maranhão denuncia assessores de Dino por vazamento de documentos sigilosos

Procurador-geral do Maranhão denuncia assessores de Flávio Dino por acesso indevido a documentos sigilosos, acirrando tensões políticas.

O procurador-geral do Maranhão, Valdenio Nogueira Caminha, enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à Procuradoria-Geral da República (PGR), acusando assessores do governador Flávio Dino de repassar documentos a um escritório de advocacia vinculado ao partido Solidariedade. Segundo Caminha, esses documentos foram utilizados em uma ação que solicitou […]

O procurador-geral do Maranhão, Valdenio Nogueira Caminha, enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à Procuradoria-Geral da República (PGR), acusando assessores do governador Flávio Dino de repassar documentos a um escritório de advocacia vinculado ao partido Solidariedade. Segundo Caminha, esses documentos foram utilizados em uma ação que solicitou seu afastamento, alegando descumprimento de decisões da Suprema Corte.

Caminha relatou que Túlio Simões Feitosa de Oliveira e Lucas Souza Pereira, assessores da Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão cedidos ao STF, acessaram o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) 130 vezes em um único dia para visualizar documentos internos. Essa movimentação foi identificada pelo setor de Tecnologia da Informação do governo maranhense. Os assessores negaram irregularidades, afirmando que acessaram apenas processos públicos.

O ofício também menciona que os assessores buscavam documentos relacionados a uma investigação do STF sobre o governador Carlos Brandão por nepotismo. Caminha destacou que os acessos revelaram informações sensíveis e sigilosas, indicando uma violação grave das normas de segurança da informação. Uma conversa no WhatsApp anexada ao ofício sugere que Oliveira enviou uma petição do Solidariedade a um assessor de Caminha, com mensagens em tom de ameaça.

A relação entre os políticos se deteriorou após Brandão, ex-vice de Dino, reduzir a influência de antigos aliados em sua gestão. A sucessão estadual é um ponto crítico, com o vice-governador Felipe Brandão sendo potencialmente preterido em favor de Marcus Brandão, irmão do governador. Caminha, por sua vez, reafirmou que todos os acessos ao SEI foram legítimos e realizados em processos públicos, colocando-se à disposição para esclarecimentos adicionais.

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