O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu o salário integral da Câmara em março, mesmo após se mudar para os Estados Unidos há mais de um mês. Ele anunciou sua decisão de deixar o cargo e residir no exterior em 18 de fevereiro, uma semana antes do início do julgamento de seu pai, o […]
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu o salário integral da Câmara em março, mesmo após se mudar para os Estados Unidos há mais de um mês. Ele anunciou sua decisão de deixar o cargo e residir no exterior em 18 de fevereiro, uma semana antes do início do julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de licença foi formalizado e aceito em 20 de março, alterando sua situação no site da Câmara para “não está em exercício”. Contudo, o Portal de Transparência ainda registra sua remuneração fixa de R$ 46.366,19, resultando em um pagamento líquido de R$ 34.615,76 após descontos.
Em relação à sua presença nas atividades legislativas, Eduardo Bolsonaro teve ausências não justificadas em quatro das dezenove sessões do plenário deste ano. Atualmente, ele reside no Texas com sua esposa, Heloísa, e seus filhos. Informações obtidas pelo jornal O Globo indicam que ele compartilhou um vídeo em frente ao tribunal do condado de Dallas, confirmando sua nova localização. Heloísa também postou imagens dos filhos brincando em um parque em Fort Worth, na região metropolitana de Dallas.
Durante sua estadia nos Estados Unidos, a família visitou diversos locais, incluindo parques da Disney na Flórida. Eduardo Bolsonaro também esteve no resort Mar-a-Lago, de Donald Trump, para acompanhar as eleições americanas que resultaram na vitória do republicano. Além disso, o deputado é sócio de uma empresa registrada no Texas, a Braz Global Holding LLC, que pertence ao empresário brasileiro Paulo Generoso.
A situação de Eduardo Bolsonaro levanta questões sobre a utilização de recursos públicos e a responsabilidade dos parlamentares em relação às suas obrigações legislativas. A manutenção de seu salário enquanto reside fora do país e a ausência em sessões do plenário são pontos que podem gerar debates sobre a ética e a transparência na política brasileira.
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