Neste domingo, 16 de abril de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) promove um ato na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com foco na anistia aos envolvidos nos ataques aos Três Poderes, ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O evento, que tem a expectativa de reunir cerca de 400 mil pessoas, visa […]
Neste domingo, 16 de abril de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) promove um ato na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com foco na anistia aos envolvidos nos ataques aos Três Poderes, ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O evento, que tem a expectativa de reunir cerca de 400 mil pessoas, visa demonstrar apoio popular ao projeto de lei que propõe o perdão para crimes relacionados a esses atos. Bolsonaro critica o que chama de “ditadura judicial brasileira” e busca consolidar sua base de apoio em um momento em que enfrenta denúncias de tentativa de golpe.
O ato ocorre uma semana antes do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que aponta Bolsonaro como líder do núcleo central da tentativa de impedir a posse do presidente Lula (PT). Se a denúncia for aceita, o ex-presidente poderá se tornar réu. O protesto também é uma oportunidade para os bolsonaristas atacarem a atual administração, aproveitando a queda na popularidade de Lula.
Os apoiadores de Bolsonaro começaram a se concentrar em Copacabana desde as primeiras horas da manhã, vestindo camisetas da seleção brasileira e portando faixas com pedidos de “anistia já”. Entre os presentes, estão figuras políticas como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Cláudio Castro (PL), além de parlamentares do PL e outros aliados. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não comparecerá devido a uma cirurgia estética recente.
A manifestação é a quarta organizada pelo pastor Silas Malafaia e tem como objetivo não apenas a anistia, mas também fortalecer a imagem de Bolsonaro em um cenário político conturbado. Com a possibilidade de se tornar réu, o ex-presidente busca mobilizar seus apoiadores para pressionar o STF e reverter sua inelegibilidade, visando a eleição de 2026. A estrutura do ato segue o modelo de eventos anteriores, com carros de som e discursos de líderes bolsonaristas, enquanto a expectativa de público foi ajustada para “ao menos” 500 mil participantes.
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