Aos noventa anos, Luiza Erundina permanece ativa na mobilização popular, lançando o manifesto Sementes da Esperança em parceria com a PUC de São Paulo. O objetivo é incentivar a formação de núcleos de base autônomos e plurais em todo o Brasil, permitindo que os cidadãos definam suas pautas. Erundina, ex-prefeita de São Paulo, destaca a […]
Aos noventa anos, Luiza Erundina permanece ativa na mobilização popular, lançando o manifesto Sementes da Esperança em parceria com a PUC de São Paulo. O objetivo é incentivar a formação de núcleos de base autônomos e plurais em todo o Brasil, permitindo que os cidadãos definam suas pautas. Erundina, ex-prefeita de São Paulo, destaca a importância da participação popular na política, afirmando que a crise atual é resultado do distanciamento entre a sociedade e as instituições.
Em entrevista, Erundina critica a dependência do governo Lula em relação ao Congresso, ressaltando que apenas a mobilização popular pode alterar essa dinâmica. Ela menciona que, em sua experiência como prefeita, a participação da população foi crucial para a implementação de políticas públicas. A ex-prefeita defende que a interação presencial é essencial, mesmo com o uso crescente das redes sociais, para fortalecer os vínculos e a educação política.
Sobre o governo Lula, Erundina observa que ele enfrenta desafios em um contexto de coalizão, onde precisa fazer concessões a partidos de direita. Ela acredita que mudanças na linha programática são necessárias para reverter a dependência do Congresso e fortalecer a soberania popular. A ex-prefeita enfatiza que a sociedade civil deve ser ouvida para influenciar decisões estratégicas.
Erundina também comenta sobre a possível nomeação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência, afirmando que não possui informações concretas sobre o assunto. Ela acredita que, embora o PSOL já participe do governo, é improvável que Lula ceda outro ministério ao partido, que possui uma bancada pequena. A ex-prefeita defende que o PSOL deve manter sua identidade e independência, mesmo dentro de um governo de coalizão, e que a divergência interna é saudável para o fortalecimento do partido.
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