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Corte de US$ 400 milhões afeta pesquisadores da Universidade Columbia após protestos

- A administração de Donald Trump suspendeu US$ 400 milhões em financiamentos para Columbia. - A decisão foi motivada pela inação da universidade em relação ao assédio a estudantes judeus. - PhD e pós-doutorandos, como Daniella Fodera, enfrentam cancelamento de bolsas de pesquisa. - A Universidade de Columbia está revisando as notificações de término, mas sem confirmação total. - Protestos no campus após a invasão de Gaza geraram tensões e afetaram a situação financeira.

Na manhã de terça-feira, a estudante de doutorado Daniella Fodera recebeu a notícia de que sua bolsa F31, uma importante fonte de renda, havia sido cancelada. “Foi traumático,” disse Fodera, que estuda fibromas uterinos, condições que afetam até 80% das mulheres até os 50 anos. Essa decisão faz parte da ação do governo do ex-presidente […]

Na manhã de terça-feira, a estudante de doutorado Daniella Fodera recebeu a notícia de que sua bolsa F31, uma importante fonte de renda, havia sido cancelada. “Foi traumático,” disse Fodera, que estuda fibromas uterinos, condições que afetam até 80% das mulheres até os 50 anos. Essa decisão faz parte da ação do governo do ex-presidente Donald Trump, que anunciou a suspensão de US$ 400 milhões em subsídios federais à Universidade de Columbia, em Nova York, citando a “inatividade contínua” da instituição em relação ao assédio a estudantes judeus.

A medida, que impactou severamente pesquisadores e estudantes, resultou na interrupção de mais de 400 bolsas de pesquisa financiadas pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH). A agência, que é a maior financiadora de pesquisa biomédica do mundo, confirmou a rescisão de mais de US$ 250 milhões em financiamento. Muitos acadêmicos expressaram preocupação com suas carreiras e a capacidade de sustentar suas famílias, especialmente aqueles que dependem de bolsas de treinamento como F30, F31, R25 e T32.

A Universidade de Columbia está revisando os avisos de rescisão, mas ainda não confirmou o número total de cancelamentos. “Columbia se compromete a trabalhar com o governo federal para restaurar o financiamento,” afirmou uma porta-voz. Jamie Daw, líder de laboratório na Escola de Saúde Pública Mailman, também foi pega de surpresa com o cancelamento de sua bolsa, que apoiava cerca de 20 pessoas. “Dói,” comentou Daw, que pesquisa o acesso a serviços de saúde para mulheres em idade reprodutiva.

Enquanto alguns pós-doutorandos têm proteção sindical, outros, como Gordon Petty, que teve sua bolsa T32 cancelada, enfrentam incertezas sobre o futuro. “Acredito que minha carreira acadêmica está efetivamente acabada,” disse Petty. As tensões no campus aumentaram após os protestos em resposta à invasão de Gaza, que resultaram em milhares de mortes. Trump, em sua plataforma, ameaçou cortar o financiamento federal para instituições que permitirem protestos ilegais, intensificando a pressão sobre universidades como Columbia.

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