O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou um calendário para a realização de eleições diretas no dia 6 de julho de 2024. Este modelo, que permite que cada filiado vote em sua preferência por meio de urna eletrônica, não era utilizado desde 2013. A resolução determina que apenas os Diretórios Municipais registrados na […]
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou um calendário para a realização de eleições diretas no dia 6 de julho de 2024. Este modelo, que permite que cada filiado vote em sua preferência por meio de urna eletrônica, não era utilizado desde 2013. A resolução determina que apenas os Diretórios Municipais registrados na Justiça Eleitoral até 30 de abril de 2024 poderão participar da votação. Filiações aceitas até 28 de fevereiro de 2025 poderão votar ou ser votadas, desde que não tenham sido impugnadas.
O Encontro Nacional do PT ocorrerá nos três primeiros dias de agosto, enquanto as reuniões estaduais estão agendadas para o período de 19 a 27 de julho. A corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), divulgou uma nota sobre a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde foram discutidas as resistências enfrentadas por Edinho Silva, favorito para assumir a liderança do partido. O texto enfatiza a necessidade de unidade partidária, sugerindo que Edinho deve trabalhar para superar as objeções ao seu nome.
Edinho, membro da CNB, é o candidato preferido de Lula para a eleição interna. A coordenação da CNB informou que convidou Lula para uma reunião na última quinta-feira, onde seria definida a indicação do presidente interino do partido, após o afastamento de Gleisi Hoffmann, agora ministra da Secretaria de Relações Institucionais. Durante o encontro, o senador Humberto Costa (PE) foi escolhido para liderar o partido até julho. Edinho enfrenta resistência tanto dentro da CNB quanto de outras correntes, como a Democracia Socialista (DS).
Nesta terça-feira, Edinho se reuniu com Gleisi no Palácio do Planalto para apaziguar tensões internas. A nova ministra já havia defendido um nome do Nordeste para a presidência do PT. Segundo aliados, a conversa foi agendada antes da nomeação de Gleisi e não foi a primeira entre os dois nos últimos meses. Durante o encontro, Edinho expressou seu desejo de contar com o apoio da ex-presidente do PT.
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