A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que as decisões sobre a exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, na Margem Equatorial, serão tomadas após um processo técnico e sem interferências políticas. Durante entrevista ao programa “Roda Viva”, ela destacou que a atuação do Ibama no licenciamento é isenta de pressões e que […]
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que as decisões sobre a exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, na Margem Equatorial, serão tomadas após um processo técnico e sem interferências políticas. Durante entrevista ao programa “Roda Viva”, ela destacou que a atuação do Ibama no licenciamento é isenta de pressões e que a concessão da licença depende da viabilidade ambiental do projeto. Marina enfatizou que, se todas as dificuldades forem superadas, a licença pode ser concedida, mas, caso contrário, será negada.
Marina também comentou sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou que ela não se oporia à exploração por ser “muito inteligente”. A ministra expressou desconforto com a interpretação da fala e reiterou que a prioridade é que as decisões sejam feitas de forma correta e sustentável. Ela evitou afirmar se a situação atual poderia levar a um pedido de demissão, lembrando que já enfrentou pressões em mandatos anteriores.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, minimizou a autorização dada à Petrobras para a limpeza de uma sonda, afirmando que isso não representa um passo para liberar a exploração de petróleo. Ele ressaltou que a autorização foi apenas para a limpeza de uma sonda com incrustações de coral-sol, uma espécie invasora. Agostinho também não pôde fornecer um prazo para a emissão de um parecer conclusivo sobre a licença.
A aprovação do plano de limpeza da sonda pela Petrobras é considerada uma etapa de rotina e não implica na concessão da licença para exploração. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comemorou a decisão, afirmando que é um passo importante para a obtenção da licença ambiental. No entanto, a exploração na Margem Equatorial continua a ser um tema controverso, com pressões políticas e críticas de ambientalistas sobre os riscos envolvidos.
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