A vice-presidente e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, apresentou-se nesta quinta-feira no Congresso dos Deputados, onde discutiu a proposta de redução da jornada de trabalho de 40 para 37 horas e meia. O sucesso da medida depende do apoio dos deputados, com a esquerda e o PNV manifestando apoio, mas a aprovação final requer votos […]
A vice-presidente e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, apresentou-se nesta quinta-feira no Congresso dos Deputados, onde discutiu a proposta de redução da jornada de trabalho de 40 para 37 horas e meia. O sucesso da medida depende do apoio dos deputados, com a esquerda e o PNV manifestando apoio, mas a aprovação final requer votos do Junts ou do PP, que ainda não definiram suas posições. Ambos os partidos criticaram a proposta, com o deputado Josep Maria Cervera do Junts destacando que a medida não é uma prioridade para os trabalhadores e que a solução deve vir da negociação coletiva, não de imposições legais.
Cervera também questionou a viabilidade da proposta, afirmando que o cenário atual é muito diferente do passado e que a redução da jornada não garantirá competitividade. Ele sugeriu que o diálogo poderia ser uma alternativa, caso o governo ofereça novas competências ao partido. Por outro lado, a deputada do PP, Alma Alfonso, criticou a proposta, afirmando que a realidade dos autônomos é distinta e que a redução da jornada não é uma solução viável, chamando a medida de “populismo”.
Díaz defendeu a redução da jornada, comparando as críticas atuais com as de 40 anos atrás, quando a jornada foi reduzida para 40 horas. Ela destacou que a produtividade e a economia estão em crescimento, e pediu aos partidos que apoiem a medida, enfatizando que o debate agora está em suas mãos. Além disso, mencionou outras prioridades do ministério, como o estatuto do estagiário e a adaptação da legislação à Carta Social Europeia.
Díaz também ressaltou avanços no mercado de trabalho, como a redução da temporalidade e a diminuição da desigualdade salarial entre homens e mulheres. No entanto, reconheceu que a desigualdade ainda é um problema significativo e que a taxa de desemprego juvenil continua alta. Ela fez um apelo aos empresários sobre a necessidade de salários mais dignos, afirmando que a mediana salarial de 1.599 euros não é suficiente para viver com dignidade em muitas cidades do país.
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