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Cid nega ter usado a palavra ‘golpe’ e pede investigação sobre vazamento de delação

- Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, fez delação premiada em 2023. - Cid reclama de distorções em suas declarações, afetando sua credibilidade. - Defesa pede investigação sobre vazamento de depoimento à imprensa, considerado "criminoso". - Depoimento revela planos golpistas de aliados de Bolsonaro, incluindo a ex-primeira-dama. - A delação de Cid é crucial para investigações sobre tentativas de golpe no Brasil.

Em agosto de 2023, o tenente-coronel Mauro Cid firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, revelando informações sobre sua atuação como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Os relatos de Cid contribuíram para prisões e operações contra bolsonaristas. Contudo, em conversas privadas, ele alegou que suas declarações foram distorcidas para se adequar […]

Em agosto de 2023, o tenente-coronel Mauro Cid firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, revelando informações sobre sua atuação como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Os relatos de Cid contribuíram para prisões e operações contra bolsonaristas. Contudo, em conversas privadas, ele alegou que suas declarações foram distorcidas para se adequar à narrativa da investigação. “Eles não queriam saber a verdade”, afirmou Cid, expressando descontentamento com a forma como suas palavras foram interpretadas.

Recentemente, um novo áudio de Cid, datado do primeiro semestre de 2024, trouxe à tona críticas sobre a inclusão indevida da palavra “golpe” em seus depoimentos. Ele se mostrou irritado, afirmando que não utilizou o termo durante os interrogatórios. Apesar de sua reclamação, a palavra já constava em relatos anteriores, indicando uma possível contradição em suas declarações. O conteúdo de seu primeiro depoimento, revelado pelo colunista Élio Gaspari, confirma que Bolsonaro considerava um golpe para se manter no poder.

A defesa de Cid solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação do vazamento de seu depoimento à imprensa, considerando-o “criminoso” e prejudicial à credibilidade da delação. O advogado Cezar Bittencourt argumentou que o direito à informação não deve sobrepor o sigilo imposto pelo acordo. O pedido foi protocolado no dia 27 de fevereiro e analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre a tentativa de golpe.

O acordo de delação de Cid é crucial para as investigações que envolvem o ex-presidente Bolsonaro e seu círculo próximo. A defesa de outros envolvidos, como o general Braga Netto, também busca a liberação do conteúdo da delação, mas sem sucesso até o momento. O caso continua sob sigilo, e a Polícia Federal foi solicitada a abrir um inquérito para identificar a origem do vazamento.

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