O jornalista americano Jim Acosta, conhecido por sua postura crítica em relação a Donald Trump, anunciou sua demissão ao vivo após dezoito anos na CNN. Durante sua trajetória na emissora, Acosta atuou como âncora, repórter e correspondente na Casa Branca, onde sua relação com Trump se tornou conturbada a partir de 2018. A decisão de […]
O jornalista americano Jim Acosta, conhecido por sua postura crítica em relação a Donald Trump, anunciou sua demissão ao vivo após dezoito anos na CNN. Durante sua trajetória na emissora, Acosta atuou como âncora, repórter e correspondente na Casa Branca, onde sua relação com Trump se tornou conturbada a partir de 2018. A decisão de Acosta foi motivada por uma proposta de transferência para um novo programa que iria ao ar na madrugada, além de uma mudança de cidade, o que ele recusou.
A saída de Acosta ocorre em meio a uma reestruturação na CNN, que está promovendo mudanças em sua grade de programação e cortando postos de trabalho. Na última quinta-feira, 23 de fevereiro, cerca de duzentas pessoas perderam seus empregos na emissora. A CNN afirmou que as mudanças não estão relacionadas ao atual cenário político dos Estados Unidos, embora seja conhecida por seu alinhamento com os Democratas e oposição a Trump.
Em seu discurso de despedida, Acosta relembrou momentos marcantes de sua carreira, destacando sua cobertura da visita de Barack Obama a Cuba em 2016, onde teve a oportunidade de questionar Fidel Castro sobre direitos humanos. Ele fez um apelo ao público para que não cedessem às mentiras e reafirmou seu compromisso com a verdade e a responsabilidade da imprensa em relação ao poder.
Trump reagiu à demissão de Acosta, classificando-a como uma “boa notícia” e chamando o jornalista de “grande perdedor”. A relação entre os dois sempre foi tensa, marcada por confrontos durante coletivas de imprensa, onde Acosta questionou Trump sobre temas como imigração e a influência russa nas eleições de 2016.
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