O partido Republicanos, fundado há vinte anos por Edir Macedo, está consolidando sua influência no governo Lula, com uma bancada expressiva no Congresso. O paraibano Hugo Motta deve assumir a presidência da Câmara em fevereiro, sucedendo Arthur Lira. Motta conta com apoio de partidos como PT e PL, evidenciando a estratégia pragmática do Republicanos, que […]
O partido Republicanos, fundado há vinte anos por Edir Macedo, está consolidando sua influência no governo Lula, com uma bancada expressiva no Congresso. O paraibano Hugo Motta deve assumir a presidência da Câmara em fevereiro, sucedendo Arthur Lira. Motta conta com apoio de partidos como PT e PL, evidenciando a estratégia pragmática do Republicanos, que equilibra votos a favor do governo e a presença de figuras do bolsonarismo.
Internamente, a direção do partido enfrenta críticas de uma ala mais religiosa, que se sente marginalizada nas decisões e indicações de cargos. Essa insatisfação é resultado de uma mudança de foco iniciada em 2016 pelo deputado Marcos Pereira, que ampliou a sigla para incluir não evangélicos, aumentando a bancada de oito para 44 deputados e de um para quatro senadores. A ala religiosa, liderada por Renato Cardoso, genro de Macedo, busca recuperar espaço perdido nas candidaturas.
Pereira, ao ser questionado sobre desavenças internas, negou qualquer conflito, ressaltando que a pluralidade é essencial para o crescimento do partido. No entanto, a maioria dos membros da bancada não é ligada à Universal, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ministro Silvio Costa Filho. Essa diversidade reflete a estratégia de não restringir o partido apenas à igreja, como argumenta Eduardo Cunha.
Historicamente, o Republicanos tem se alinhado a diferentes governos, apoiando Lula, Dilma e Bolsonaro em momentos distintos. Atualmente, a sigla tem votado integralmente com o governo Lula, o que intensificou as tensões entre os pragmáticos e a ala religiosa. A Universal, que representa dezessete dos 44 deputados federais, defende que sua proximidade com a base é crucial para a obtenção de votos, evidenciando a complexidade das relações internas e a divisão entre fé e política.
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