Um importante membro do Talibã, Sher Abbas Stanikzai, pediu ao líder do grupo que revogue as proibições de educação para mulheres e meninas afegãs, afirmando que não há justificativa para tais restrições. Em um discurso no sábado, na província de Khost, Stanikzai, que é o vice do Ministério das Relações Exteriores, destacou que a negação […]
Um importante membro do Talibã, Sher Abbas Stanikzai, pediu ao líder do grupo que revogue as proibições de educação para mulheres e meninas afegãs, afirmando que não há justificativa para tais restrições. Em um discurso no sábado, na província de Khost, Stanikzai, que é o vice do Ministério das Relações Exteriores, destacou que a negação da educação é injustificável, “assim como não havia justificativa no passado e não deve haver agora”. Atualmente, o governo proíbe que mulheres frequentem a escola após a sexta série e, segundo relatos, também suspendeu a formação médica para elas.
Stanikzai enfatizou que essa situação prejudica 20 milhões de pessoas em uma população de 40 milhões, afirmando que isso não está de acordo com a lei islâmica, mas sim com escolhas pessoais. Ele já havia defendido a educação feminina anteriormente, mas suas declarações recentes marcam um apelo direto ao líder do Talibã, Hibatullah Akhundzada, para que haja uma mudança de política. O analista Ibraheem Bahiss, do Crisis Group, observou que essa declaração vai além das anteriores, questionando a legitimidade da abordagem atual.
A ativista Malala Yousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, também se manifestou sobre o tema, pedindo que líderes muçulmanos desafiem o Talibã em relação à educação de mulheres e meninas durante uma conferência em Islamabad. A ONU alertou que o reconhecimento do Talibã como governo legítimo é quase impossível enquanto as proibições de educação e emprego para mulheres persistirem. Apesar da falta de reconhecimento internacional, países como Rússia e Índia têm buscado estreitar laços com o Talibã, evidenciando uma complexa dinâmica política na região.
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