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Polícia da WA revisa resposta a violência doméstica de Virginia Giuffre

Família de Virginia Giuffre solicita revisão policial sobre manejo de disputa de violência doméstica, apontando possíveis falhas antes de seu suicídio

Sky Roberts (L), brother of Virginia Giuffre (pictured), who was abused by Jeffrey Epstein, and his wife Amanda Roberts (R). The family have written to WA authorities requesting a review of police handling of an domestic violence dispute involving Giuffre.
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  • A polícia da Austrália Ocidental concordou em revisar como lidou com Virginia Giuffre, vítima de Jeffrey Epstein, em um caso de violência doméstica antes de sua morte por suicídio.
  • A família de Giuffre, Sky e Amanda Roberts, escreveu ao coroner estadual e à polícia solicitando a apuração sobre o atendimento prestado à vítima na delegacia em visitas anteriores.
  • O comissário de polícia, Col Blanch, confirmou a existência da revisão e informou que não sabe ainda como foi a resposta das autoridades, citando que a polícia lida com mais de cem mil incidentes de violência familiar por ano.
  • O coroner e o ombudsman também podem abrir investigações, conforme indicou Blanch, ainda sem confirmação sobre o passo seguinte.
  • A família quer apurar falhas internas do processo e por que os relatórios não foram acompanhados, avaliando o que aconteceu antes de Giuffre morrer aos 41 anos, na fazenda em WA.

A polícia de Western Australia vai revisar o modo como lidou com Virginia Giuffre, uma das principais vítimas do antigo financista Jeffrey Epstein, antes de seu suicídio, em abril do ano passado, na propriedade na região. A solicitação partiu da família da vítima, que notificou autoridades competentes.

Os irmãos Sky e Amanda Roberts escreveram para o coroner estadual e para a polícia, pedindo apuração sobre o atendimento a uma disputa de violência doméstica envolvendo Giuffre. A família afirmou buscar esclarecimentos sobre os registros e o seguimento dos casos encaminhados pelos agentes.

O comissário de polícia, Col Blanch, confirmou em audiência parlamentar que a polícia recebeu o pedido da família e está conduzindo a revisão. Ele ressaltou que o estado lida com mais de 100 mil casos de violência familiar por ano e que o objetivo é entender como ocorreu a resposta no caso específico.

Giuffre, natural dos Estados Unidos mas residentes na Austrália por anos, esteve envolvida numa disputa com um ex-parceiro antes de morrer aos 41 anos. A família afirma não questionar o ocorrido, mas quer identificar possíveis falhas internas no processo policial.

Segundo Amanda, o inquérito do coroner ainda pode ser aberto, caso haja necessidade, e a defesa de Giuffre recebeu condolências, sem confirmação de uma revisão formal. A irmã ressaltou a importância de entender por que determinados relatórios não foram mantidos ou seguidos de forma adequada.

Pesquisadores e profissionais de universidades australianas e de organizações de violência familiar apoiam o apelo da família e também escreveram ao coroner solicitando uma inquirição, destacando questões amplas sobre violência doméstica. Sky disse que a ampliação do exame pode ajudar milhares de pessoas.

A família afirma que o caso evidencia falhas sistêmicas na Austrália, nos Estados Unidos e no Reino Unido, e que uma apuração completa expressa o que Giuffre desejaria. A defesa de Giuffre envolve acusações já exploradas em ações judiciais contra Epstein e outras figuras associadas.

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