- O Senado dos EUA aprovou, por 50 a 48, uma resolução sobre poderes de guerra que busca limitar a autoridade do presidente de usar força contra o Irã.
- Quatro republicanos votaram a favor: Susan Collins, Lisa Murkowski, Bill Cassidy e Rand Paul; John Fetterman foi o único democrata a votar contra.
- A medida, que já havia passado pela Câmara dos Representantes, exige que o presidente obtenha autorização do Congresso para uso de força militar contra o Irã.
- A resolução é simbólica e não tem força de lei, mas reflete descontentamento entre republicanos com o conflito, que segue sem popularidade entre eleitores antes das eleições de meio de mandato.
- Pesquisa Reuters/Ipsos indica que apenas 23% dos americanos acreditam que o país fica mais forte com a guerra, enquanto dois terços veem o possível cessar-fogo como improvável.
O Senado dos EUA aprovou uma resolução sobre poderes de guerra que limita a autoridade presidencial em relação ao Irã. A medida foi aprovada na terça-feira por 50 votos a 48, desafiando a administração do ex-presidente Donald Trump de forma simbólica. O texto exige que o presidente obtenha autorização congressual para o uso de forças militares contra o Irã.
A votação contou com quatro republicanos que romperam com o partido: Susan Collins, Lisa Murkowski, Bill Cassidy e Rand Paul. Entre os democratas, John Fetterman votou contra a resolução. A medida já havia passado pela Câmara dos Representantes no início do mês, ampliando o recuo político dentro do governo sobre o conflito com Teerã.
A resolução, contudo, não tem força de lei nem necessidade de assinatura presidencial. Ela sinaliza o descontentamento entre parte dos republicanos perante um conflito cuja popularidade vem caindo junto ao eleitorado em preparação para as eleições de meio de mandato.
Contexto e reação
A disputa se intensifica diante do deslocamento de aliados em busca de uma solução diplomática. Segundo a pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça, apenas 23% dos americanos entendem que o país ficou mais forte com a guerra, enquanto quase dois terços duvidam da durabilidade de qualquer cessar-fogo com o Irã.
Lideranças diplomáticas e oposicionistas destacam custos humanos e econômicos. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou a condução da política externa envolvendo o Irã, apontando impactos como preços da gasolina e perdas de militares, sem deixar de enfatizar as dificuldades para se alcançar um acordo duradouro.
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