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Senado dos EUA aprova resolução sobre poderes de guerra e Trump no Irã

Senado dos EUA aprova resolução de poderes de guerra que exige autorização do Congresso para ações contra o Irã; apoio bipartidário com quatro republicanos

Chuck Schumer, the US Senate minority leader, speaks to reporters after the weekly Senate policy luncheons at the US Capitol on 23 June 2026 in Washington DC.
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  • O Senado dos EUA aprovou, por 50 a 48, uma resolução sobre poderes de guerra que busca limitar a autoridade do presidente de usar força contra o Irã.
  • Quatro republicanos votaram a favor: Susan Collins, Lisa Murkowski, Bill Cassidy e Rand Paul; John Fetterman foi o único democrata a votar contra.
  • A medida, que já havia passado pela Câmara dos Representantes, exige que o presidente obtenha autorização do Congresso para uso de força militar contra o Irã.
  • A resolução é simbólica e não tem força de lei, mas reflete descontentamento entre republicanos com o conflito, que segue sem popularidade entre eleitores antes das eleições de meio de mandato.
  • Pesquisa Reuters/Ipsos indica que apenas 23% dos americanos acreditam que o país fica mais forte com a guerra, enquanto dois terços veem o possível cessar-fogo como improvável.

O Senado dos EUA aprovou uma resolução sobre poderes de guerra que limita a autoridade presidencial em relação ao Irã. A medida foi aprovada na terça-feira por 50 votos a 48, desafiando a administração do ex-presidente Donald Trump de forma simbólica. O texto exige que o presidente obtenha autorização congressual para o uso de forças militares contra o Irã.

A votação contou com quatro republicanos que romperam com o partido: Susan Collins, Lisa Murkowski, Bill Cassidy e Rand Paul. Entre os democratas, John Fetterman votou contra a resolução. A medida já havia passado pela Câmara dos Representantes no início do mês, ampliando o recuo político dentro do governo sobre o conflito com Teerã.

A resolução, contudo, não tem força de lei nem necessidade de assinatura presidencial. Ela sinaliza o descontentamento entre parte dos republicanos perante um conflito cuja popularidade vem caindo junto ao eleitorado em preparação para as eleições de meio de mandato.

Contexto e reação

A disputa se intensifica diante do deslocamento de aliados em busca de uma solução diplomática. Segundo a pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça, apenas 23% dos americanos entendem que o país ficou mais forte com a guerra, enquanto quase dois terços duvidam da durabilidade de qualquer cessar-fogo com o Irã.

Lideranças diplomáticas e oposicionistas destacam custos humanos e econômicos. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou a condução da política externa envolvendo o Irã, apontando impactos como preços da gasolina e perdas de militares, sem deixar de enfatizar as dificuldades para se alcançar um acordo duradouro.

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