- O governo alemão fechou acordo com os talibãs para acelerar deportações de afegãos condenados por crimes graves, permitindo a entrada de até quatro funcionários consulares talibanes para verificar identidades.
- O objetivo é aumentar o número de repatriations, com até três voos charter por mês, além das deportações individuais em voos comerciais.
- Já havia dois funcionários consulares talibanes em a Alemanha desde o verão passado; agora chegam mais até quatro no país.
- A medida suscitou críticas de organizações de proteção aos migrantes, que dizem representar violação de direitos humanos.
- O governo alemão afirma que as medidas cumprem o acordo de coalizão e que as verificações de visto e segurança serão rigorosas antes de cada entrada.
A Alemanha abriu caminho para acelerar deportações de afegãos condenados por delitos graves, negociando com os Talibãs e permitindo a entrada de quatro funcionários consulares deste grupo político. O objetivo é ampliar o número de repatriados para o Afeganistão, segundo o governo alemão.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que a entrada de até quatro diplomatas talibãs ocorrerá nos próximos dias. Eles se somarão a dois consulados talibãs que já operam na Alemanha desde o verão passado, com verificações de identidade para facilitar as expulsões.
O governo alemão sustenta que as medidas visam cumprir um acordo de coalizão para aumentar as deportações a Afghanistan, incluindo até três voos charter mensais, além das deportações individuais em voos comerciais.
Entrada de consulares talibãs
As autoridades destacam que cada entrada será precedida de checagens rigorosas de vistos e de uma verificação minuciosa de documentos. A presença consular terá o foco em identificar indivíduos elegíveis para deportação.
A decisão gerou críticas de organizações de defesa dos migrantes, que afirmam que a cooperação com o regime talibã legitima práticas repressivas. Acolhida com reservas por partidos de oposição, que questionam direitos humanos, a medida é apresentada como parte de uma política de repatriação.
A pasta de Interior indica que a cooperação visa apoiar os estados federados, responsáveis pelas expulsões, especialmente no caso de pessoas que representam risco à segurança pública. O governo federal ressalta que as ações seguem os procedimentos vigentes para checagens e documentos.
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