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Alemanha coopera com Talibã para deportar pessoas ao Afeganistão

Alemanha negocia com talibãs para acelerar deportações de afegãos, permitindo entrada de quatro diplomatas talibãs e até três voos charter mensais

El canciller alemán, Friedrich Merz (a la izquierda), este martes en Berlín.
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  • O governo alemão fechou acordo com os talibãs para acelerar deportações de afegãos condenados por crimes graves, permitindo a entrada de até quatro funcionários consulares talibanes para verificar identidades.
  • O objetivo é aumentar o número de repatriations, com até três voos charter por mês, além das deportações individuais em voos comerciais.
  • Já havia dois funcionários consulares talibanes em a Alemanha desde o verão passado; agora chegam mais até quatro no país.
  • A medida suscitou críticas de organizações de proteção aos migrantes, que dizem representar violação de direitos humanos.
  • O governo alemão afirma que as medidas cumprem o acordo de coalizão e que as verificações de visto e segurança serão rigorosas antes de cada entrada.

A Alemanha abriu caminho para acelerar deportações de afegãos condenados por delitos graves, negociando com os Talibãs e permitindo a entrada de quatro funcionários consulares deste grupo político. O objetivo é ampliar o número de repatriados para o Afeganistão, segundo o governo alemão.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que a entrada de até quatro diplomatas talibãs ocorrerá nos próximos dias. Eles se somarão a dois consulados talibãs que já operam na Alemanha desde o verão passado, com verificações de identidade para facilitar as expulsões.

O governo alemão sustenta que as medidas visam cumprir um acordo de coalizão para aumentar as deportações a Afghanistan, incluindo até três voos charter mensais, além das deportações individuais em voos comerciais.

Entrada de consulares talibãs

As autoridades destacam que cada entrada será precedida de checagens rigorosas de vistos e de uma verificação minuciosa de documentos. A presença consular terá o foco em identificar indivíduos elegíveis para deportação.

A decisão gerou críticas de organizações de defesa dos migrantes, que afirmam que a cooperação com o regime talibã legitima práticas repressivas. Acolhida com reservas por partidos de oposição, que questionam direitos humanos, a medida é apresentada como parte de uma política de repatriação.

A pasta de Interior indica que a cooperação visa apoiar os estados federados, responsáveis pelas expulsões, especialmente no caso de pessoas que representam risco à segurança pública. O governo federal ressalta que as ações seguem os procedimentos vigentes para checagens e documentos.

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