- Petro disse que não se pode proclamar nenhum presidente com base no pré-contéio e pediu tranquilidade à população, afirmando que reconhecerá o escrutínio detalhado.
- O escrutínio oficial começa na sequência; até agora há diferença de cerca de 250.211 votos, com 99,98% das mesas informadas, empatando numa margem de 0,96%.
- A diferença é entre Rodrigo De la Espriella, com 12.958.004 votos, e Iván Cepeda, com 12.707.793 votos; há ainda votos em branco, nulos e não marcados.
- Cepeda impugnou 33.000 das 122.020 mesas, ante questionamentos sobre irregularidades no processo.
- O histórico político colombiano traz referências a eleições passadas em que o resultado foi contestado, mas, no final, as autoridades registram os escrutínios com a participação de jurados, notários e registradores.
Gustavo Petro, presidente em exercício, disse que não reconhece o resultado do pré-contagem das eleições presidenciais na Colômbia, enquanto Iván Cepeda aguarda o escrutínio completo. A situação evidencia a tensão entre o que já foi divulgado pela Registraduría e o que será confirmado nos próximos dias.
A Registraduría Nacional do Estado Civil divulgou o levantamento rápido com 99,98% das mesas informadas. A diferença entre os dois candidatos é de 0,96%, com De la Espriella em 12.958.004 votos e Cepeda em 12.707.793. Votos em branco, nulos e não marcados aparecem na contagem parcial.
Petro não reconhece o resultado total, mas afirma que aceitará o escrutínio detalhado que começa a partir de segunda-feira, segundo sua visão. Cepeda anunciou impugnação de 33.000 mesas de um total de 122.020, como desdobramento do processo.
A história recente de eleições na Colômbia sustenta a cautela: o país tem registro de disputas acaloradas em 1994, 1998 e 2014, com aceitação final dos resultados. Dois antecedentes relevantes ajudam a entender o momento de Petro.
Em 1970, Gustavo Rojas Pinilla impugnou a eleição; a consequência histórica foi a formação de movimentos armados, como o M-19, do qual Petro fez parte. O episódio é citado para explicar o ceticismo histórico em relação às contagens eleitorais.
Em 2022, falhas no formato dos formulários afetaram o pré-contagem do Senado pela coalizão de Petro. O escrutínio final corrigiu o desempenho de 4 a 6% das mesas, mas os votos foram contabilizados corretamente ao longo do escrutínio oficial.
Desde a manhã, Petro reforçou a disposição de reconhecer apenas o que disserem os jurados e os registradores. A depender do escrutínio, o resultado pode manter dúvidas ou confirmar a diferença apresentada pelo pré-contagem.
O escrutínio oficial depende de decisões de juízes, notários e registradores, com apoio de testemunhas de partidos. A cerimônia de apuração ocorre em milhares de pontos de votação, mantendo o sistema como base para a definição final.
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