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Sombras de paramilitares de direita influenciam segundo turno presidencial na Colômbia

O pleito de domingo enfrenta candidatos associados a paramilitares, elevando dúvidas sobre segurança pública e continuidade da política de paz

Iván Cepeda (left) and Abelardo de la Espriella.
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  • No domingo há o segundo turno entre Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella, candidatos com passados ligados a milícias paramilitares e receitas políticas distintas.
  • Iván Cepeda é senador de esquerda e defensor de direitos humanos; seu pai foi assassinado por oficiais vinculados a paramilitares.
  • Abelardo de la Espriella, de 47 anos, é defensor de líderes paramilitares e apoia uma linha de confronto militar, recebendo apoio público de Donald Trump.
  • O ganho de turno ocorre em meio ao aumento da violência, com o país enfrentando o pior cenário desde o acordo de paz de 2016.
  • O debate envolve estratégias de segurança: Cepeda defende continuação reformulada da paz total; De la Espriella prega medidas duras e prisões privadas, enquanto críticas internacionais questionam ligações passadas do candidato.

Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella disputam neste domingo o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia. A disputa ocorre em meio a um cenário de violência e presença de grupos paramilitares, que moldaram trajetórias políticas distintas.

Cepeda, senador de esquerda de 63 anos, tem atuação dedicada aos direitos humanos e à exposição de crimes de milícias privadas. Seu pai foi assassinado por oficiais ligados a um grupo paramilitar, o que impulsionou sua atuação pública. De acordo com analistas, ele defende uma continuidade reformulada da estratégia de paz.

De la Espriella, de 47 anos, é advogando e apoiador da linha dura. O candidato já atuou defendendo líderes paramilitares e tem sido visto como defensável de uma retórica de confronto com grupos armados. É apoiado por apoiadores que defendem expansão de ações de força.

A pergunta central é como cada candidato pretende enfrentar a violência que registra crescimento recente. Especialistas apontam que a Colômbia viveu o pior ciclo de violência desde o acordo de paz de 2016, com ataques a comunidades e deslocamentos forçados.

O ganhador do pleito deve assumir em 7 de agosto com o desafio de enfrentar facções criminosas como o Clã do Golfo, além de milícias que atuam em várias regiões do país. A cobertura pública acompanha as propostas de cada programa de governo.

Cepeda é visto como articulador de estratégias de paz amplas, conectando-se a propostas que visam desmontar grupos armados por meio de negociação e instituições fortes. O candidato também é alvo de críticas por ligações históricas com o passado paramilitar, segundo opositores.

De la Espriella propõe medidas de linha dura, incluindo a ideia de prisões privadas e ações de repressão mais contundentes para reduzir crimes. Seu discurso tem foco em criminalidade e na necessidade de respostas rápidas para a segurança pública.

A corrida ganhou contornos internacionais após declarações de apoio de figuras externas. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio ao candidato de direita, o que trouxe atenção global ao pleito. Em resposta, setores políticos pedem cautela com alianças externas.

Análises de pesquisas indicam que a campanha de De la Espriella liderou a primeira rodada e mantém vantagem em alguns estados-chave, enquanto Cepeda busca aprovechar o desgaste de propostas de segurança mais duras entre eleitores que valorizam direitos humanos.

Entre perguntas sobre ligações com milícias, De la Espriella afirmou que sua atuação como advogado foi estritamente profissional, negando qualquer crime. Cepeda, por sua vez, reiterou que não possui vínculos com grupos rebeldes ou paramilitares, mantendo foco em políticas de paz.

O pleito ocorre num momento em que a Colômbia registra investigações sobre a relação entre elites empresariais, políticos e redes de crime organizado, sob vigilância de órgãos nacionais e internacionais. A cobertura busca esclarecer fatos de forma objetiva e verificável.

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