- A câmara baixa da Suíça rejeitou o acordo comercial com o Mercosul por 96 votos a 86, com nove abstenções.
- A oposição veio tanto de conservadores favoráveis aos agricultores quanto de partidos de esquerda, que citaram questões trabalhistas e desmatamento.
- A Suíça é a maior economia da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e era, em 2023, o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões.
- O Senado brasileiro já havia aprovado um Projeto de Decreto Legislativo que trata do acordo, que previa liberalização tarifária setorial com particularidades de cada mercado.
- O acordo segue para a câmara alta do Parlamento suíço e pode retornar à câmara baixa caso haja aprovação.
A Câmara Baixa da Suíça rejeitou nesta semana o acordo comercial com o Mercosul, sinalizando resistência de diferentes espectros políticos. A votação terminou em 96 votos a 86, com nove abstenções, na noite de quarta-feira.
A oposição partiu tanto de parlamentares conservadores, ligados aos interesses dos agricultores, quanto de partidos de esquerda. As preocupações mencionadas envolvem práticas trabalhistas e impactos ambientais, incluindo a floresta tropical.
A Suíça, maior economia da EFTA, figura entre os principais investidores estrangeiros diretos no Brasil, com estoque de 30,5 bilhões de dólares em 2023. Os investimentos concentram-se em finanças, seguros, indústria e comércio.
Situação no Parlamento
Nesta quarta-feira, o Senado federal havia aprovado o Projeto de Decreto Legislativo que trata do acordo entre Mercosul e EFTA, abrindo caminho para a liberalização tarifária setorial. A votação volta à Câmara baixa para apreciação final, caso haja alterações.
O acordo pode retornar à Câmara dos Deputados se o Senado aprovar o texto enviado pela Casa, mantendo o calendário para eventuais retificações antes da efetivação. A princípio, a previsão contempla fases de implementação graduais.
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