- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em coletiva na cúpula do G7, na França, que o Brasil se tornou “um pouco conturbado” e “perigoso politicamente”, citando a prisão de alguém ligado a Bolsonaro durante a campanha.
- Trump confundiu Bolsonaro Jr. com Eduardo Bolsonaro ao mencionar a prisão de alguém próximo ao ex-deputado, que foi condenado pelo STF em processo relacionado a coação no processo eleitoral.
- Trump também disse que as eleições brasileiras são “manipuladas”, reavivando suas alegações sobre fraude nas eleições de 2020 nos EUA.
- Em entrevista coletiva separada, Lula rebateu, destacando que o Brasil tem eleições tranquilas, com urnas eletrônicas e divulgação dos resultados em duas horas, e afirmou que ninguém deve se intrometer no processo brasileiro.
- Lula afirmou que não pediu reunião bilateral com Trump no G7, ressaltando que negociações entre Brasil e Estados Unidos seguem em andamento e entregou pessoalmente um documento sobre crime organizado e outros temas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quarta-feira 17, críticas de Donald Trump sobre a política brasileira. Os dois líderes discursaram em entrevistas coletivas separadas após a cúpula do G7, na França. Trump havia afirmado que o Brasil foi conturbado e politicamente perigoso.
Segundo Trump, houve alegações de prisões envolvendo alguém ligado à família Bolsonaro durante a corrida presidencial. Ele misturou o candidato à presidência Flávio Bolsonaro com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado pelo STF, em um contexto de supostas prisões. O republicano também questionou a integridade das eleições brasileiras.
Lula, em resposta, afirmou que o Brasil realiza eleições tranquilas com um sistema de urna eletrônica confiável, destacando rapidez no apuramento dos resultados. O presidente brasileiro pediu que os americanos não se meta na eleição brasileira, ressaltando a soberania do país.
Relação Brasil-Estados Unidos no G7
Lula informou que não houve reunião bilateral com Trump no evento. O Brasil mantém diálogo com os EUA sobre temas de crime organizado, comércio e investimentos, ainda que haja divergências, especialmente após decisões dos EUA sobre políticas tarifárias e a designação de grupos criminosos como organizações terroristas.
O texto também reforça que a administração norte-americana sinalizou tarifas adicionais contra o Brasil, enquanto o governo brasileiro ressalta avanços em segurança pública e no controle de atividades ilícitas. As negociações seguem em andamento entre os dois países, sem confirmação de agenda direta entre Lula e Trump no G7.
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