- O G7 divulgou uma declaração que apoia o acordo entre Trump e o Irã, mas pede negociações adicionais sobre o programa de mísseis balísticos.
- A declaração recomenda envolver mais atores nas futuras negociações, incluindo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
- O memorando de entendimento prevê a suspensão imediata de sanções dos EUA sobre as exportações de petróleo iraniano e a criação de um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares.
- O texto apoia medidas para reabrir o estreito de Hormuz com suporte a uma missão de proteção marítima liderada por França e Reino Unido.
- Sobre a Ucrânia, os líderes pedem maior pressão sobre a Rússia por meio de sanções e novas entregas de armamento a Kyiv, além de ampliar capacidades de defesa.
Donald Trump apoiou a declaração conjunta dos chefes de G7 que elogia o acordo que ele fechou com o Irã, mas pede um novo pacto para conter o programa de mísseis balísticos. A questão não é tratada no memorando que será assinado entre EUA e Irã nesta sexta-feira.
O texto aponta que futuras negociações com o Irã deveriam envolver mais atores regionais e internacionais, incluindo a AIEA, órgão de controle nuclear da ONU. A presença de Europa e outras nações é citada como útil para o processo.
Trump enfrenta críticas de aliados e parte de seus apoiadores por promover um acordo negociado que não atendeu aos objetivos originais. O presidente participa de eventos na França para comemorar a independência americana.
A reunião do G7 ocorre em Évian-les-Bains, sob a presidência de Emmanuel Macron, e reúne EUA, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão. O encontro discute Irã, Ucrânia e defesa regional.
O comunicado conjunto sinaliza que o acordo permite abrir o Estreito de Hormuz, com apoio a medidas adicionais para facilitar o trânsito marítimo, ainda que o Irã se oponha à posse de armas nucleares.
O memorando prevê suspensão imediata de sanções ao petróleo iraniano e vários setores, além da criação de um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões. O governo americano afirma que não precisa contribuir com o fundo.
Os líderes reiteram apoio a um acordo diplomático robusto que complemente o memorando, buscando paz e segurança na região. O tema de mísseis e apoio a grupos aliadas também é mencionado de forma aberta.
Sobre a guerra na Ucrânia, o G7 reforça pressão a Moscou com sanções adicionais e envio de mais armamentos a Kyiv, mantendo o foco no endurecimento da posição ocidental.
Em relação ao Estreito de Hormuz, o grupo aponta a viabilidade de uma missão internacional liderada pela França e pelo Reino Unido, com participação de até 40 países, para proteção de tráfego marítimo, se aprovado.
No Líbano, a declaração defende cessar-fogo robusto e desarmar o Hezbollah, mantendo a integridade territorial do país sob garantias internacionais. O texto enfatiza coordenação para verificação de retirada de minas.
Para acelerar o momentum na Ucrânia, o G7 afirma disposição para aumentar defesas aéreas, fornecimento de sistemas adicionais e capacidades de longo alcance, além de licenças para ampliar produção militar na região.
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