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Trump afirma ser o chefe diante de líderes do G7

Trump diz "eu sou o chefe" ao G7; aceita prolongar estadia na França após convite de Macron e participa de jantar em Versalhes

Trump (de gravata vermelha) junto aos líderes de alguns dos países presentes à reunião do G7 – foto: Ludovic Marin/AFP
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou ao terceiro dia da cúpula do G7 em Evian e disse “I am the boss” aos demais líderes.
  • Trump permaneceu na França após convite de Emmanuel Macron para prolongar a estadia e participar de um jantar no Palácio de Versalhes.
  • A sessão dedicada a um crescimento econômico equilibrado começou com Trump entrando por último à mesa, próximo de Macron.
  • O americano aceitou ratificar um texto sobre a Ucrânia e citou a parceria com o Irã como obtida sob sua liderança.
  • Friedrich Merz presenteou Trump com uma camisa da seleção alemã, e o presidente elogiou Versalhes, dizendo que é “ouro de verdade”.

O presidente dos Estados Unidos participou do terceiro dia da cúpula do G7, em Evian, no leste da França. A sessão sobre o crescimento econômico ganhou a presença de líderes do grupo e de convidados, como Lula, já acomodados à mesa. A entrada de Trump ocorreu ao fim do momento inicial da reunião.

Ao se aproximar da mesa, Trump dirigiu-se aos demais chefiando de Estado e, em inglês, afirmou I am the boss, seguido de um sorriso. A cena ocorreu diante de Macron, anfitrião, que estendeu a mão para cumprimentar o colega americano. Risadas romperam o clima formal.

Desde a chegada na segunda-feira, o tom de Trump tem sido mais conciliador do que em edições anteriores. Mesmo assim, ele costuma manter postura firme diante de formatos multilaterais.

Prolongamento da estada e jantar

Ao longo do dia, Trump aceitou permanecer na França e participou de um jantar previsto para o Palácio de Versalhes, conforme convite de Macron. O local ficou conhecido pela imponência, com Trump elogiando o cenário na terça-feira.

Durante a reunião, o grupo aprovou um texto sobre Ucrânia que exige maior pressão sobre a Rússia. Em paralelo, a declaração também mencionou um acordo entre EUA e Irã, atribuído ao governo de Trump.

Interações e desdobramentos

O encontro contou com a participação de lideranças como Lula, que já participa de atividades com o bloco. Além de trocar cumprimentos, Merz, da Alemanha, presenteou Trump com uma camisa de futebol alemã, num gesto simbólico devido à ancestralidade do 47º presidente.

Apesar de histórico no uso de boicotes, Trump mostrou disposição de ratificar parte de comunicados conjuntos. O episódio reforça o equilíbrio entre questões internacionais e a relação dos EUA com aliados na cúpula em Evian.

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