- A União Europeia abriu canais de comunicação com o Kremlin para sondar a possibilidade de reabrir o diálogo e abrir uma via de negociação para encerrar a guerra na Ucrânia.
- O chefe de gabinete do presidente do Conselho Europeu, António Costa, Pedro Lourtie, já conversou por telefone com um alto funcionário próximo a Vladimir Putin.
- Costa tem coordenado com líderes europeus um possível reaproximamento, mas, segundo a imprensa, não houve discussão de temas substanciais.
- A UE afirma que não atua como mediadora, mantém apoio à Ucrânia e defende a necessidade de canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia.
- Existe debate entre Estados-membros sobre retomar o diálogo; Zelenski pediu maior atuação europeia e foram cogitados enviados especiais como Sauli Niinistö, Alexander Stubb, Angela Merkel e Gerhard Schröder.
Bruxelas abriu canais de comunicação com Moscou para avaliar a possibilidade de retomar o diálogo político com a Rússia e discutir a crise na Ucrânia. A iniciativa partiu da União Europeia, buscando explorar caminhos para uma paz duradoura.
O avanço foi confirmado por Pedro Lourtie, chefe de gabinete do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ele informou que houve contato telefônico entre um alto funcionário próximo a Vladimir Putin e representantes da UE. A notícia sinaliza o passo mais significativo desde o início da invasão em 2022.
Costa tem coordenado com líderes europeus uma aproximação que ainda não definiu pauta definitiva. Segundo a Universidade, a UE enfatiza a importância de manter canais diplomáticos abertos, sem assumir posição de mediadora, mas defendendo interesses específicos do bloco.
Na linha de frente, Zelenski tem pedido que a Europa atue de forma mais proativa na criação de condições para negociações de paz. A agenda europeia inclui, entre alternativas, a possibilidade de um enviado especial para facilitar diálogos, com nomes debatidos entre os Estados-membros.
Contexto e perspectivas
Países da UE discutem há meses a reanálise do contato direto com Putin, diante de mudanças no cenário internacional e de uma percepção de que EUA podem reduzir o papel ativo no processo de paz. A posição final da UE depende de consenso entre os 27 membros.
A ideia é alinhar interesses europeus com uma estratégia comum para a Ucrânia, sem abrir espaço para desconfianças sobre as negociações. A decisão de retomar ou não o diálogo depende de fatores diplomáticos que serão avaliados nos próximos meses.
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