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Bruxelas aproxima-se de Moscou para retomar diálogo político sobre a Ucrânia

UE abre canais com a Rússia para reativar diálogo sobre Ucrânia, sob coordenação de António Costa, sem temas substanciais discutidos ainda

El presidente del Consejo Europeo, Antonio Costa, durante la reunión de los líderes de los países del grupo G-7, en la ciudad francesa de Evian-les-Bains, este miércoles.
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  • A União Europeia abriu canais de comunicação com o Kremlin para sondar a possibilidade de reabrir o diálogo e abrir uma via de negociação para encerrar a guerra na Ucrânia.
  • O chefe de gabinete do presidente do Conselho Europeu, António Costa, Pedro Lourtie, já conversou por telefone com um alto funcionário próximo a Vladimir Putin.
  • Costa tem coordenado com líderes europeus um possível reaproximamento, mas, segundo a imprensa, não houve discussão de temas substanciais.
  • A UE afirma que não atua como mediadora, mantém apoio à Ucrânia e defende a necessidade de canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia.
  • Existe debate entre Estados-membros sobre retomar o diálogo; Zelenski pediu maior atuação europeia e foram cogitados enviados especiais como Sauli Niinistö, Alexander Stubb, Angela Merkel e Gerhard Schröder.

Bruxelas abriu canais de comunicação com Moscou para avaliar a possibilidade de retomar o diálogo político com a Rússia e discutir a crise na Ucrânia. A iniciativa partiu da União Europeia, buscando explorar caminhos para uma paz duradoura.

O avanço foi confirmado por Pedro Lourtie, chefe de gabinete do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ele informou que houve contato telefônico entre um alto funcionário próximo a Vladimir Putin e representantes da UE. A notícia sinaliza o passo mais significativo desde o início da invasão em 2022.

Costa tem coordenado com líderes europeus uma aproximação que ainda não definiu pauta definitiva. Segundo a Universidade, a UE enfatiza a importância de manter canais diplomáticos abertos, sem assumir posição de mediadora, mas defendendo interesses específicos do bloco.

Na linha de frente, Zelenski tem pedido que a Europa atue de forma mais proativa na criação de condições para negociações de paz. A agenda europeia inclui, entre alternativas, a possibilidade de um enviado especial para facilitar diálogos, com nomes debatidos entre os Estados-membros.

Contexto e perspectivas

Países da UE discutem há meses a reanálise do contato direto com Putin, diante de mudanças no cenário internacional e de uma percepção de que EUA podem reduzir o papel ativo no processo de paz. A posição final da UE depende de consenso entre os 27 membros.

A ideia é alinhar interesses europeus com uma estratégia comum para a Ucrânia, sem abrir espaço para desconfianças sobre as negociações. A decisão de retomar ou não o diálogo depende de fatores diplomáticos que serão avaliados nos próximos meses.

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