- O capitão Ajay Pant, de 38 anos, foi remitido à custódia após aparecer em tribunal em Southampton sob acusação de violar sanções relacionadas a um navio de petróleo russo.
- O navio Smyrtos, com 98 mil toneladas de petróleo, foi interceptado por militares britânicos no Canal da Mancha em pleno junho de 2026.
- Pant está acusado de fornecer direta ou indiretamente petróleo proibido da Rússia para um terceiro país, violando o Regulation 46Z9B das regulamentações de sanções.
- O navio, que navegava sob bandeira de Camarões, teve a documentação inspecionada pelos fiscais britânicos; a tripulação de 24 membros permanece a bordo, ao largo de Weymouth.
- A promotoria informou que, se condenado, o pena pode chegar a até 10 anos; o caso foi encaminhado à coroa para continuação do processo.
O capitão de um navio da chamada frota sombra russa, transportando 98 mil toneladas de petróleo, foi mantido sob custódia após o naufrágio interceptado por tropas britânicas no Canal. Ajay Pant, de 38 anos, foi apresentado em tribunal sob acusação de violar sanções ao supostamente fornecer ou entregar petróleo proibido da Rússia a um terceiro país em junho de 2026. O incidente ocorreu enquanto o navio MV Smyrtos navegava pelo Canal da Mancha, sob bandeira do Camarões, sem registro válido.
Pant, cidadão indiano, prestou depoimento por videoconferência no tribunal de magistrados de Southampton, vindo da delegacia de Bournemouth. O caso foi encaminhado para a corte superior, com a defesa argumentando que o acusado apenas seguia ordens. A promotoria indicou que a pena máxima pode chegar a 10 anos de prisão.
Segundo a promotoria, na manhã de 14 de junho de 2026, o Royal Marines e a National Crime Agency abordaram o Smyrtos, que entrou nas águas territoriais britânicas sem bandeira legítima. Pant foi identificado como o capitão da embarcação e foi detido na mesma noite, permanecendo em custódia.
Detalhes do caso e contexto
O navio transportava cerca de 98 mil toneladas de petróleo crude russo, estimadas em alto valor, segundo a acusação. Embora fosse registrado pelo Camarões, o navio havia sido excluído do registro do país, tornando-se praticamente apátrido. A tripulação é composta por 24 membros, de Georgia e Índia, que continuam a bordo e permanecem ancorados próximo a Weymouth, em Dorset.
Próximos passos processuais
O jurídico de Pant solicitou que o caso siga para a Crown Court, com o argumento de que o réu não tinha autonomia sobre o destino do navio ou da carga. A defesa sustenta que Pant atuava como funcionário obedecendo ordens corporativas. A investigação continua para esclarecer a cadeia de comando e a origem da mercadoria.
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