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Polícia prende 14 em protestos rivais sobre propriedade israelense em Londres

Quatorze pessoas foram presas em Londres durante protestos rivais ligados a um evento imobiliário sobre venda de propriedades em Israel na sinagoga Edgware United

People from pro-Palestinian activist groups gather outside the Edgware United synagogue in London.
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  • Aproximadamente mil pessoas participaram de manifestações pró e contrárias a um show sobre venda de propriedades em Israel, em Londres, e a polícia realizou 14 detenções.
  • O evento ocorreu na sinagoga Edgware United, em área predominantemente judaica, com entrada sujeita a detector de metais.
  • Os manifestantes contrários alegaram que o evento vendia propriedades em terras ocupadas ilegalmente, acusação negada pelos organizadores.
  • A polícia separou os grupos e destacou que houve prisões por desordem pública e agressão a policiais, entre outros delitos.
  • O Board of Deputies of British Jews afirmou que os protestos pró-Palestina ocorreram em grounds falsos e representaram intimidação à comunidade judaica; grupos pró-Israel disseram que os protestos são uma forma de manifestação de opinião.

Um show voltado para a venda de imóveis em Israel ocorreu neste domingo em Edgware United, sinagoga no noroeste de Londres. Cerca de 1.000 pessoas participaram de protestos a favor e contra o evento, enquanto a polícia registrou 14 detenções.

O evento, chamado Great Israeli Real Estate Event, exigiu passagem por detector de metais na entrada. Organizador e participantes alegaram que a atividade não envolve promoção de propriedades além das fronteiras, e que não há apoio a deslocamentos forçados de palestinos. Grupos pró-Palestina contestaram a natureza do encontro.

A atuação policial visou evitar distúrbios entre os grupos rivais, com a Polícia Metropolitana destacando a necessidade de manter a segurança em uma área comunitária relevante. Cinco pessoas foram detidas por violência, com uma também acusada de agredir um policial. Outras sete detenções ocorreram por infrações de ordem pública, incluindo acusações de agressão.

Antes do evento, organizações como a Amnistia Internacional pediram o cancelamento, apoiadas por cerca de 100 deputados e pares. Em carta ao ministro das Relações Exteriores, foi argumentado que a realização do encontro contraria diretrizes do governo sobre atividade econômica ligada a assentamentos.

O Board of Deputies of British Jews afirmou que as manifestações pró-Palestina foram organizadas com base em pretextos e configuram intimidação, especialmente em áreas de grande presença judaica. Já os organizadores negaram a caracterização de marketing imobiliário sobre a chamada linha verde.

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