- Ministros de gabinete foram solicitados a buscar mais recursos em seus ministérios para financiar um aumento nos gastos com defesa, após a renúncia do ex-secretário de Defesa, John Healey.
- A secretária de cultura, Lisa Nandy, disse à BBC que o Ministério dela participa de conversas com o Tesouro para encontrar valores adicionais para defesa.
- Healey saiu porque não aceitava o acordo do Dip (planejamento de investimentos em defesa) que não atendia às necessidades das forças armadas.
- O novo secretário de Defesa, Dan Jarvis, tem até a cúpula da Otan em Ankara, em duas semanas, para apresentar um plano alternativo com mais investimento.
- A deputada Alun Carns, ministra das Forças Armadas, também renunciou, criticando a insuficiência do funding e a velocidade de atuação frente às ameaças atuais.
O governo britânico busca ampliar o financiamento para o aumento de gastos com defesa após a renúncia do ex-secretário da Defesa, John Healey. Cabem aos ministros de Cidades e outras pastas indicar recursos adicionais no orçamento para sustentar o investimento em defesa, segundo declarações da secretária de Cultura, Lisa Nandy, à BBC.
Healey entregou a renúncia recentemente, citando o valor do acordo do Defence Investment Plan (Dip) como insuficiente para atender as necessidades das forças. A contento do governo é buscar uma elevação do orçamento de defesa, mesmo diante de negociações com o Tesouro sobre fontes de recursos.
Nandy afirmou que as discussões com o Tesouro seguem, com Dan Jarvis assumindo interinamente o cargo de secretário de Defesa. Jarvis tem até a cúpula da OTAN em Ancara, em duas semanas, para apresentar um plano alternativo que privilegie maior investimento. A interlocução envolve o primeiro-ministro e o chanceler.
No contexto, o governo enfatiza a responsabilidade de manter a segurança do país. A secretária destacou que as discussões estão em andamento dentro de seu próprio ministério, com avaliação cuidadosa de como ampliar o montante disponível para defesa, mantendo o equilíbrio com outras prioridades orçamentárias.
Nandy criticou o que chamou de decisões difíceis não tomadas para financiar maior gasto em defesa, lembrando que o Ministério da Defesa já teve aumentos expressivos em orçamentos anteriores. Ela indicou que houve reservas privadas entre os ministros quanto à decisão de cortar assistência internacional, embora reconhecesse que a opção poderia ter sido tomada pelo chefe do governo.
Ainda na semana, o ex-ministro das Forças Armadas Alistair Carns também deixou o cargo. Carns afirmou em entrevista que o montante atual é inadequado e que o governo não reage com a velocidade necessária diante de ameaças evolutivas, defendendo que o objetivo de gastar 2,68% do PIB até 2030 não reflete a nova natureza dos conflitos.
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