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Por que o resultado da eleição no Peru demora para sair

Apuração no Peru segue em andamento, com contagem manual de votos, revisões do JNE e contestações que podem atrasar a definição do vencedor

Mulher de colete verde escuro e blusa preta depositando um voto em uma urna eleitoral de papelão, enquanto outra mulher de óculos e blusa vinho observa. A urna tem o logo da ONPE e um cartaz azul ao fundo diz ¡Aquí votamos todos!.
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  • No Peru, a apuração oficial é lenta porque a votação é, na maior parte, em cédulas de papel contadas manualmente pelo ONPE, com digitalização posterior.
  • O voto digital existe apenas para grupos específicos desde abril de 2025, enquanto muitos eleitores no exterior ainda votam presencialmente com cédulas.
  • Votos de fora do país levam tempo extra para chegar aos centros de contagem em Lima, especialmente aqueles de países asiáticos, que exigem voos longos.
  • No território nacional, a geografia dificulta o transporte de urnas para regiões rurais e remotas, exigindo barcos e animais em alguns locais.
  • Mesmo com mais de 96% das urnas contabilizadas, o resultado depende de revisões do JNE, possíveis contestações e novas recontagens que podem atrasar a divulgação.

O Peru enfrenta nova etapa no pleito de 2026, após manter a população em expectativa. O índice de urnas contadas já supera 96%, mas o resultado oficial ainda não foi divulgado. O atraso acompanha um formato de apuração que mistura cédulas de papel e votos digitais limitados.

O pleito ocorreu em 12 de abril, com 35 candidatos no primeiro turno. Keiko Fujimori, da direita, e Roberto Sánchez, da esquerda, avançaram ao segundo turno. As votações realizadas no último domingo ainda estão sendo consolidadas pela ONPE.

Contexto do atraso

A contagem é majoritariamente manual, com os votos impressos sendo apurados um a um pela ONPE. O processo envolve digitalização posterior, o que gera etapas adicionais na apuração.

Parte dos votos digitais existe, mas é restrita a grupos específicos. Peruanos no exterior nem sempre têm acesso ao voto digital, sendo comum o retorno de cédulas para contagem em Lima. Votos vindos de alguns países exigem voos longos.

A logística interna também é um entrave. Urnas de áreas rurais e de difícil acesso precisam de transporte complexo, com uso de barcos e, em algumas regiões, animais, para recolha dos votos.

Desdobramentos e revisões

Após a contagem inicial, o Jurado Nacional de Eleições verifica atas com inconsistências e pode determinar recontagens. Contestações de partidos são avaliadas pelo JNE, que pode ampliar a revisão de votos.

As reavaliações já ocorreram no primeiro turno, envolvendo mais de um milhão de votos. A composição final depende do andamento das audiências e das decisões sobre as contestações.

Apesar da grande parte do trabalho concluída, números variam conforme novas urnas são contabilizadas. Não há prazo fixo para o anúncio, em razão da possível necessidade de novas recontagens e de eventuais irregularidades.

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