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Plano de resort de luxo financiado por Kushner gera protestos na Albânia

Protestos em Tirana contestam plano de Kushner em Sazan e Zvernec por risco ambiental e falta de transparência, enquanto governo defende benefícios

Protesters have gathered in front of the prime minister's office all week
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  • Protestos em Tirana, capital da Albânia, contra um projeto de turismo envolvendo a Affinity Partners, braço de Jared Kushner, ligado ao governo de Edi Rama.
  • O plano é desenvolver Sazan e um local em Zvernec, perto de Vlora, e tem como alvo principal preocupações ambientais, especialmente com flamingos protegidos.
  • Os manifestantes, na maioria jovens, usam o flamingo rosa como emblema e pedem a suspensão das obras e transparência no processo de concessão de terras a desenvolvedores estrangeiros.
  • O governo afirma que a área é de propriedade privada com processo transparente, mas há críticas sobre a regularidade da negociação desde 2024.
  • Rama sustenta que o investimento de cerca de € four bilhões trará empregos e melhoria de infraestrutura, enquanto classifica as manifestações como parte de uma “guerra híbrida” motivada pela competição regional.

Os protestos realizados no centro de Tirana, capital da Albânia, ganharam tom diferente nesta semana. Em frente ao gabinete do primeiro-ministro Edi Rama, manifestantes criticam um projeto turístico apoiado por Kushner Affinity Partners e o governo socialista. O objetivo é chamar atenção para impactos ambientais e transparência.

Os atos não seguem o perfil habitual da oposição PD, que costuma provocar as ruas. Nesta ocasião, as palavras de ordem também apontam para a presença de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e para a participação de autoridades do governo. As manifestações se concentram em preocupações ambientais e de governança.

O que está em jogo

O foco da contestação é um empreendimento na costa Adriática, envolvendo a ilha de Sazan e um sítio em Zvernec, próximo a Vlora. Os ativistas afirmam que o projeto ameaça flamingos, espécie protegida, e outras espécies das áreas de wetlands. A principal denúncia é a suposta falta de transparência nas negociações entre o governo e a Affinity Partners, iniciadas em 2024.

Ponto de vista dos envolvidos

A Affinity Partners, com Asher Abehsera como parceiro, sustenta que o projeto busca manejo responsável, melhoria ambiental, geração de empregos e valor para comunidades locais. O governo afirma que a terra é de propriedade privada, adquirida de forma transparente, e que o empreendimento pode trazer benefícios econômicos, como infraestrutura e investimento estimado em bilhões.

Reação do governo e contexto

Rama classificou as manifestações como bem-intencionadas, porém mal informadas quanto aos impactos ambientais. Ele diz que o projeto pode gerar empregos e infraestrutura, estimando bilhões em investimento. Em contrapartida, críticos destacam a ausência de garantias sobre a viabilidade ambiental e a transparência do processo, lembrando disputas de propriedade herdadas de privatizações no país.

Perspectivas e próximos passos

Entre os apoiadores, há convicção de que a iniciativa trará desenvolvimento e emprego. Entre os detratores, cresce a preocupação com a proteção de áreas úmidas e com a forma como o acordo com investidores estrangeiros foi conduzido. Se as controvérsias persistirem, as mobilizações podem continuar nas ruas de Tirana.

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