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Mandelson recebeu briefings sensíveis do Foreign Office antes da avaliação

Novos documentos revelam que Mandelson recebeu briefings de segurança antes da conclusão do vetting e se reuniu com a direção de MI6, gerando questionamentos sobre a nomeação

Peter Mandelson was appointed as the UK ambassador to the US despite the UK’s vetting agency concluding he should be denied clearance.
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  • Documentos desclassificados apontam que Peter Mandelson recebia briefings de segurança do Foreign Office e discutia com o chefe da MI6 antes de concluir o processo de vetting desenvolvido.
  • Mandelson e Richard Moore teriam agendado uma reunião para início de janeiro de 2025, antes dele assumir o posto de embaixador em Washington.
  • Ele acreditava poder acessar documentos secretos sem a conclusão do vetting, por atuar como privy councillor, mas autoridades entenderam que o clearance era necessário.
  • A divulgação inclui cerca de 1.500 páginas, mas faltam documentos cruciais e parte do material permanece sob reserva, com questionamentos sobre o que foi omitido.
  • As informações reacendem debates sobre a nomeação de Mandelson e geram críticas internas no Labour, refletindo dúvidas sobre a decisão de Keir Starmer.

Peter Mandelson recebeu informações de segurança sensíveis sobre o trabalho do Ministério das Relações Exteriores (FCDO) e manteve conversas com o chefe do MI6, antes de concluir o processo de desenvolved vetting, segundo documentos recém-divulgados.

Os papéis desclassificados indicam que Mandelson, designado como embaixador na era de Washington, e Richard Moore, ex-chefe do MI6, tinham acordo para se encontrar no início de janeiro de 2025, antes da posse no posto.

Antes de assumir a função de maior destaque na diplomacia britânica, Mandelson acreditava ter acesso a documentos secretos sem a devida verificação, por ter sido conselheiro privado e ex-ministro. Autoridades determinaram, porém, que a checagem era necessária.

O material divulgado também ilumina o processo de vetting, mostrando que Mandelson foi orientado a fornecer uma lista de contatos no exterior, inclusive próximos, para tranquilizar a equipe de segurança — mesmo que parte seja artificial.

Os documentos, liberados após um processo de comissões, somam cerca de 1.5 mil páginas, com várias informações retidas por motivos de segurança nacional e relações internacionais. MPs apontam que ainda persistem questões sem resposta.

Entre as informações omitidas, estão alegações sobre medidas para mitigar preocupações de segurança levantadas sobre a nomeação, incluindo ligações com figuras de China, Rússia e Israel e um empréstimo de 1 milhão de libras.

Ainda não há evidência pública sobre o detalhamento de interações de Mandelson com figuras mencionadas, ou sobre o que se passou com declarações de interesse de conflito de negócios, que permanecem em parte confidenciais.

Os documentos também indicam que Mandelson recusou entregar o telefone pessoal ou permitir a divulgação de mensagens de WhatsApp ligadas à nomeação, o que ainda alimenta dúvidas sobre a amplitude da verificação.

Antes da posse, houve a confirmação de uma reunião com o correspondente C, no quartel-general do MI6, prevista para 15 de janeiro de 2025. Mandelson só recebeu autorização de segurança duas semanas depois, após a reunião.

Paralelamente, emails indicam que Mandelson já havia encontrado o diretor de tecnologia do MI6, conhecido como Q, em janeiro, fortalecendo o objetivo de ampliar briefings sobre temas como Rússia, China, contraterrorismo e cibersegurança.

A divulgação também envolve a crítica interna do Labour, com Mandelson entre os críticos, citando descrições de oprimido sob pressão. A nomeação de Mandelson como chefe da diplomacia britânica tem sido alvo de questionamentos sobre o julgamento político de Starmer.

Darren Jones, secretário-chefe do primeiro-ministro, informou que algumas mensagens entre Mandelson e ministros não estavam disponíveis, por mudanças de dispositivos ou mensagens desaparecidas. Um debate parlamentar é esperado.

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