- Fernando Haddad afirmou que Flávio Bolsonaro faz “papel de pirralho” no cenário internacional e critica a subserviência aos Estados Unidos.
- Ele disse que a decisão do governo Trump de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas deve ser tratada como tema de segurança pública, não de defesa nacional.
- A classificação dos grupos foi assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio na tarde de ontem, resultado de pedidos de Flávio a Trump e a outros autoridades.
- Flávio Bolsonaro teria se reunido com Trump, JD Vance e Marco Rubio na Casa Branca nos últimos dois dias.
- Haddad lançou a plataforma Participa SP para receber sugestões de seu plano de governo, destacando a segurança pública como prioridade, com apoio de Marina Silva e Emídio de Souza.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, criticou Flávio Bolsonaro durante um evento na Academia Paulista de Letras, no centro de São Paulo. Ele afirmou que o parlamentar atua de modo desproporcional na cena internacional para agradar uma base radicalizada.
Haddad contestou a decisão dos EUA de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, dizendo que as facções são criminosas de alcance internacional e que o tema deve ser tratado como segurança pública, não defesa nacional. O ex-ministro destacou a necessidade de cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo o relato, a postura de Flávio Bolsonaro com autoridades norte‑americanas foi apontada como exemplo de subserviência, numa crítica à forma como o caso vem sendo conduzido na relação bilateral. A reportagem indica que a designação das organizações ocorreu na sequência de encontros do parlamentar com autoridades da Administração Trump na Casa Branca.
Participação e agenda
Haddad lançou uma plataforma para receber sugestões ao seu plano de governo, durante o evento no centro de São Paulo. Compareceram a cerimônia a deputada Marina Silva (Rede-SP) e o deputado Emídio de Souza (PT-SP), que coordenam o programa de governo do petista. A iniciativa visa reunir propostas para a gestão pública.
O ex-ministro reiterou que a segurança pública será prioridade no seu eventual governo. Disse que a cooperação no combate ao crime deve ser uma política de Estado permanente, independente de quem governe, país ou estado, para garantir continuidade das ações.
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