- Os ministros europeus afirmaram que o Reino Unido não terá tratamento especial na relação econômica futura com a União Europeia, mantendo o princípio das quatro liberdades.
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- O bloco rejeitou a ideia de um mercado único para bens apenas, destacando a indivisibilidade de bens, serviços, capital e pessoas.
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- A proposta britânica enfrentou ceticismo entre alguns membros, que veem riscos de o Reino Unido não ter voto na criação de novas regras.
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- A França sinalizou abertura para o Reino Unido retornar ao mercado único e à união aduaneira, mas o tema dependerá de acordos e condições.
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- A cúpula prevista para 13 de julho deve tratar de SPS, ETS e o programa de experiência juvenil, com avanços vistos como passos para aprofundar a cooperação, sem definir novas diretrizes sobre o mercado único.
A UE deixou claro que o Reino Unido não receberá tratamento especial em seu relacionamento econômico futuro, mesmo diante das expectativa de Keir Starmer de acessar um mercado único de bens. ministros europeus discutiram o tema nesta terça-feira, em Bruxelas, e afirmaram que qualquer cooperação mais profunda deve respeitar princípios básicos, sem “cherrypicking” de políticas.
Segundo três fontes diplomáticas, as delegações reiteraram a indivisibilidade das quatro liberdades do mercado único: bens, serviços, capitais e pessoas. A proposta britânica de um mercado único apenas para bens foi considerada insuficiente pela maioria dos membros.
A reportagem anterior do Guardian mostrou que o governo britânico apresentou a ideia a Bruxelas, mas a Comissão Europeia recusou o formato. A posição dos Estados-Membros agora é de manter o arcabouço externo existente, com foco no aprofundamento de laços sem abrir exceções.
Posição da UE
Um diplomata europeu afirmou que a relação permanece sob o marco legal atual, com ênfase na autonomia de decisão da UE e na vedação da seleção de regras. O comissário responsável por relações com o Reino Unido, Maroš Šefčovič, concluiu que a UE busca aprofundar vínculos, enquanto as linhas vermelhas do Reino Unido dificultam avanços.
A Comissão Europeia não respondeu oficialmente às perguntas sobre o assunto. Observadores ressaltam que a UE continua aberta a caminhos como uma união aduaneira ou alinhamento com o mercado comum, desde que haja adesão aos quatro pilares.
Contexto e próximos passos
França já sinalizou disposição para acolher o Reino Unido de volta ao mercado único e à união aduaneira, em um cenário geopolítico reformulado desde o Brexit. No entanto, alguns Estados-membros duvidam da disposição britânica em seguir regras sem participação com voto.
Um segundo diplomata destacou que a relação com o Reino Unido é a melhor em muito tempo, porém o país busca manter o “bolo e comê-lo” — ou seja, obter benefícios sem aceitar plenamente as regras.
A expectativa é de uma cúpula UE-Reino Unido, possivelmente em 13 de julho, para confirmar acordos sanitários e fitossanitários, além de temas como a ligação entre sistemas de comércio de emissões, e um programa de experiência de juventude.
Questionado sobre o caminho para o relacionamento, o ministro irlandês de Europe, Thomas Byrne, enfatizou a necessidade de avançar nos itens já acordados antes de discutir outras questões, que são consideradas desafiadoras. Sobre o mercado único de bens, ele afirmou que o tema apresenta desafios.
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