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Brexiteers vendiam ‘pish nacionalista’, diz candidato Makerfield do Reform UK

Candidato da Reform UK em Makerfield retrata Brexit como projeto econômico prejudicial, em posts de 2016 que reacendem dúvidas sobre seu apoio à saída

Reform UK’s candidate for Makerfield’s byelection, Robert Kenyon, said in a 2016 post that David Cameron had ‘thrown the towel in because of the mess he’s created’. Photograph: Reform UK
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  • Robert Kenyon, candidato do Reform UK para Makerfield, criticou Brexit como um projeto econômico prejudicial promovido por políticos que “vendiam o pish nacionalista”.
  • As falas foram encontradas em um antigo fórum de rugby league e reportadas pelo Telegraph, após ele ter sido escolhido para a byelection contra o Labour.
  • Em outros posts, Kenyon expressou ceticismo sobre vacinas, apoiou a invasão da Crimeia pela Rússia em 2014 e interagiu com figuras de direita.
  • O candidato disse ter votado em Brexit à época, mas afirmou que, desde então, está convencido de que foi a decisão correta, apesar de críticas da imprensa.
  • A Reforma defendeu que as publicações refletem opiniões de alguém não profissional na política e que foram feitas antes de ele concorrer.

Robert Kenyon, candidato do Reform UK para a by-elections de Makerfield, gerou controvérsia ao surgir um conjunto de mensagens antigas em fóruns de rugby e contas antigas nas redes sociais. Os textos, datados de 2016, criticam o Brexit como um projeto econômico prejudicial e acusam políticos de promoverem uma retórica nacionalista. A divulgação ocorreu após a sua seleção para enfrentar o Labour de Andy Burnham no pleito marcado para 18 de junho.

As mensagens sugerem que Kenyon apoiava o Brexit na época, mas passíveis de questionamento sobre o que viria a acontecer após a saída. Em um trecho amplamente divulgado, ele argumenta que a saída teria custos econômicos de curto prazo e que muita coisa permaneceria sob regras da UE, sem influência britânica. O tom crítico à liderança de então também aparece na análise.

Kenyon, que trabalha como encanador e é morador da região, também protagonizou outros posts de conteúdo polêmico, incluindo dúvidas sobre vacinas e referências históricas à invasão da Crimeia em 2014. Em respostas subsequentes, ele vinha a defender que, com o tempo, a decisão de 2016 seria justa, apesar de críticas ao que chama de resistência do establishment. A campanha do Reform UK informou que as postagens refletem a visão de alguém que não é político profissional e teriam sido feitas antes de sua candidatura.

Contexto e desdobramentos

Após a divulgação, jornais destacaram que Kenyon também teve interações com figuras associadas à extrema direita e que, mais recentemente, apoiou comentários controversos sobre uma famosa apresentadora de televisão. A própria apresentadora solicitou desculpas, enquanto o candidato afirmou ter mudado de opinião desde o plebiscito e que o voto a favor da saída foi uma decisão tomada na época, com o entendimento de que o tempo e as circunstâncias mudariam a situação.

O Reform UK defende que as postagens não refletem a atuação política atual de Kenyon e que as mensagens foram proferidas antes de sua candidatura. A defesa ressalta que ele não é político profissional, o que, segundo o partido, explica parte do histórico de publicações antigas. O pleito de Makerfield ocorre após a derrota de 2016 em que a cidade foi impactada por debates sobre soberania, economia e políticas públicas.

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