- Robert Kenyon, candidato do Reform UK para Makerfield, criticou Brexit como um projeto econômico prejudicial promovido por políticos que “vendiam o pish nacionalista”.
- As falas foram encontradas em um antigo fórum de rugby league e reportadas pelo Telegraph, após ele ter sido escolhido para a byelection contra o Labour.
- Em outros posts, Kenyon expressou ceticismo sobre vacinas, apoiou a invasão da Crimeia pela Rússia em 2014 e interagiu com figuras de direita.
- O candidato disse ter votado em Brexit à época, mas afirmou que, desde então, está convencido de que foi a decisão correta, apesar de críticas da imprensa.
- A Reforma defendeu que as publicações refletem opiniões de alguém não profissional na política e que foram feitas antes de ele concorrer.
Robert Kenyon, candidato do Reform UK para a by-elections de Makerfield, gerou controvérsia ao surgir um conjunto de mensagens antigas em fóruns de rugby e contas antigas nas redes sociais. Os textos, datados de 2016, criticam o Brexit como um projeto econômico prejudicial e acusam políticos de promoverem uma retórica nacionalista. A divulgação ocorreu após a sua seleção para enfrentar o Labour de Andy Burnham no pleito marcado para 18 de junho.
As mensagens sugerem que Kenyon apoiava o Brexit na época, mas passíveis de questionamento sobre o que viria a acontecer após a saída. Em um trecho amplamente divulgado, ele argumenta que a saída teria custos econômicos de curto prazo e que muita coisa permaneceria sob regras da UE, sem influência britânica. O tom crítico à liderança de então também aparece na análise.
Kenyon, que trabalha como encanador e é morador da região, também protagonizou outros posts de conteúdo polêmico, incluindo dúvidas sobre vacinas e referências históricas à invasão da Crimeia em 2014. Em respostas subsequentes, ele vinha a defender que, com o tempo, a decisão de 2016 seria justa, apesar de críticas ao que chama de resistência do establishment. A campanha do Reform UK informou que as postagens refletem a visão de alguém que não é político profissional e teriam sido feitas antes de sua candidatura.
Contexto e desdobramentos
Após a divulgação, jornais destacaram que Kenyon também teve interações com figuras associadas à extrema direita e que, mais recentemente, apoiou comentários controversos sobre uma famosa apresentadora de televisão. A própria apresentadora solicitou desculpas, enquanto o candidato afirmou ter mudado de opinião desde o plebiscito e que o voto a favor da saída foi uma decisão tomada na época, com o entendimento de que o tempo e as circunstâncias mudariam a situação.
O Reform UK defende que as postagens não refletem a atuação política atual de Kenyon e que as mensagens foram proferidas antes de sua candidatura. A defesa ressalta que ele não é político profissional, o que, segundo o partido, explica parte do histórico de publicações antigas. O pleito de Makerfield ocorre após a derrota de 2016 em que a cidade foi impactada por debates sobre soberania, economia e políticas públicas.
Entre na conversa da comunidade