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Trump amplia cota de refugiados para acolher 10 mil sul-africanos brancos

Trump amplia teto anual de refugiados para até dez mil sul-africanos brancos, sob justificativa de emergência por incitação racial no país

O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Brendan Smialowski/AFP
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  • Trump aumentou o teto anual de refugiados de sete mil e quinhentos para dezessete mil e quinhentos, para receber até dez mil sul-africanos brancos adicionais, conforme decisão publicada no Federal Register.
  • Em dois mil e vinte e cinco, o governo reduziu para sete mil e quinhentos o número máximo de refugiados admitidos, priorizando a minoria branca da África do Sul.
  • Até trinta e um de março, quatro mil quatrocentos e noventa e nove refugiados admitidos nos Estados Unidos eram sul-africanos, com exceção de três afegãos.
  • O governo dos Estados Unidos acusa autoridades sul-africanas de perseguição aos africâneres e critica Pretória por denúncia na Corte Internacional de Justiça sobre a guerra em Gaza.
  • A decisão, datada de vinte e um de maio, invoca uma situação de emergência por suposta incitação à violência de caráter racial e amplia o teto para incluir africâneres da África do Sul.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, ampliou o teto anual de refugiados de 7.500 para 17.500, com a finalidade de acolher até 10 mil sul-africanos brancos adicionais, conforme publicação no Federal Register.

Em 2025, o país já havia reduzido o limite para 7.500, reduzindo o total frente aos 125 mil do ano anterior. Na ocasião, o governo afirmou que haveria prioridade para a minoria branca da África do Sul.

Até 31 de março, 4.499 pessoas admitidas como refugiadas nos EUA desde o início do ano fiscal eram sul-africanas, com exceção de três afegãos, segundo dados do Departamento de Estado.

O governo americano acusa autoridades sul-africanas de perseguição aos africâneres, descendentes dos colonizadores europeus. Também critica Pretoria por denúncia à Corte Internacional de Justiça sobre Israel.

Uma decisão de 21 de maio, publicada hoje, aponta uma “situação de emergência” provocada pela suposta incitação à violência racial no país. Em razão disso, o teto é ampliado para 10 mil adicionais aos africâneres.

Conforme a medida, as admissões extras deverão se destinar aos africâneres da África do Sul, sem detalhar cálculos adicionais de elegibilidade. O governo também mantém políticas comerciais restritivas com o país.

A África do Sul tem como componente dominante da população branca os africâneres, grupo que sustentou o regime do apartheid de 1948 até o início dos anos 1990.

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