- O líder supremo do Irã e o Conselho de Segurança Nacional ainda precisam aprovar o acordo proposto entre Irã e Estados Unidos.
- Um ou dois itens do texto precisam de esclarecimentos para Teerã antes de enviar o memorando à liderança para ratificação.
- O memorando será encaminhado ao líder e ao Conselho Superior de Segurança Nacional para aprovação final.
- O acordo prevê alívio de sanções e desbloqueio de até $ 20 bilhões em ativos congelados em troca da reabertura do estreito de Hormuz e de negociações sobre o programa nuclear nos próximos sessenta dias, a partir de cinco de junho, no Paquistão.
- Também haveria cessação de hostilidades entre EUA, Irã e aliados, e Israel anunciaria o fim de ações no Líbano; o controle do estreito é alvo de divergências entre as partes.
Iraniano: líder e conselho de segurança precisam aprovar acordo de paz com EUA
Iranianos dizem que ainda é necessário o aval do líder supremo e do Conselho de Segurança Nacional antes de enviar o memorando de entendimento para ratificação. A afirmação foi feita neste fim de semana aos mediadores paquistaneses.
Segundo autoridades em Teerã, uma ou duas cláusulas do acordo devem ser esclarecidas para atender às expectativas iranianas. O texto seria encaminhado, após esse ajuste, ao líder supremo Ali Khamenei e ao Conselho de Segurança Nacional.
O governo iraniano recebeu as mensagens dos mediadores paquistaneses sobre o andamento das negociações com os Estados Unidos. O anúncio ocorre em meio a relatos de que o acordo prevê alívio de sanções e desbloqueio de ativos congelados.
Mudanças-chave em discussão
Fontes próximas ao governo mencionam que o acordo pode permitir o desbloqueio de até 20 bilhões de dólares em ativos, condicionados à reabertura do estreito de Hormuz e a negociações sobre o programa nuclear nos próximos 60 dias, com início em 5 de junho em território paquistanês.
Entre os detalhes divulgados, está a possibilidade de Iran abrir negociações sobre nuclear por um período inicial de 30 dias, com extensão opcional de outras 30 dias. Não houve confirmação de resultados nessas tratativas.
O acordo também seria acompanhado por compromissos de cessar hostilidades entre as partes envolvidas e pela desistência de ações militares, conforme leitura inicial de fontes próximas ao processo.
Repercussões e contexto regional
O tema tem sido acompanhando por aliados regionais. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ressaltou a importância da solidariedade interna para a estabilidade do país. Na esfera externa, líderes de outras nações da região pressionam por resultados estáveis e sem novas escaladas.
Em Washington, autoridades destacaram progresso nas negociações. Um representante do governo dos EUA afirmou que houve avanços em um esboço de acordo, com a participação de aliados do Golfo e negociações sobre garantias de livre passagem no estreito.
As negociações ocorrem em meio a críticas internas nos EUA, com alguns destacando preocupações sobre o alinhamento entre objetivos estratégicos e as consequências econômicas globais. A posição oficial dos EUA reforça a busca por uma solução diplomática, sem permitir o ressurgimento de ameaças regionais.
Observadores ressaltam que, mesmo com avanços, ainda há itens sensíveis a serem fechados antes da ratificação final por Teerã. A próxima etapa envolve a avaliação do memorando pelo líder supremo e pelo Conselho de Segurança Nacional iranianos antes de qualquer assinatura formal.
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