- O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos prendeu, em Miami, Adys Lastres Morera, irmã de Ania Guillermina Lastres Morena, apontada como responsável por gerenciar ativos ilícitos da GAESA no exterior; ela era residente permanente desde 2023 e ficará detida até deportação.
- O ICE informou que Lastres Morera não solicitou cidadania americana e que a detenção pode impactar a política externa dos EUA; o secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que ela está sujeita à deportação.
- Rubio afirmou que Lastres Morera administrava ativos imobiliários ligados ao regime cubano e que ele revogou sua residência permanente. Disse ainda que não haverá lugar para estrangeiros que ameacem a segurança nacional.
- GAESA é conglomerado controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias, com atuação em hotéis, telecomunicações, varejo, postos de combustível, remessas e imóveis; estima-se que represente cerca de setenta por cento dos ativos do governo cubano, em torno de vinte bilhões de dólares.
- O caso ocorre em um contexto de tensões entre EUA e Cuba, com outras frentes de pressão e ações militares na região, incluindo a presença do porta-aviões USS Nimitz em águas internacionais do Caribe.
O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) arrestou nesta quinta-feira em Miami Adys Lastres Morera, irmã de Ania Guillermina Lastres Morena, apontada como gestora de ativos ilícitos ligados ao conglomerado militar cubano GAESA. A detenção ocorreu em meio a decisões de deportação, com a residência permanente da estrangeira já revogada pelo governo dos EUA.
Segundo o ICE, Lastres Morera era residente permanente desde 2023 e não havia solicitado cidadania norte-americana. Ela permanece detida até que seja processada para deportação. O anúncio também aponta potencial impacto negativo para a política externa dos EUA caso a pessoa permaneça no país.
O gabinete de Marco Rubio, senador pela Flórida e crítico histórico de GAESA, confirmou a ação via redes sociais. Rubio afirmou que Lastres Morera administrava ativos imobiliários e contribuía para o regime cubano; segundo ele, a residência permanente havia sido revogada. O republicano enfatizou que não haverá lugar para cidadãos estrangeiros que ameacem a segurança nacional.
GAESA, sigla para Grupo de Administração Empresarial S.A., é um conglomerado controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Cuba. A empresa atua em setores como turismo, telecomunicações, varejo, combustíveis, banca estatal e projetos imobiliários. Entre suas subsidiárias estão Gaviota, CIMEX e TRD, além de operações com remessas e zonas de livre comércio.
Autoridades americanas estimam que GAESA funciona como um “Estado dentro do Estado”, com participação relevante nos ativos do governo cubano. As estimativas apontam que o grupo controla cerca de 70% dos ativos do governo, em torno de 20 bilhões de dólares, em meio a uma crise econômica que aflige a população da ilha, com quedas de fornecimento de energia, água e medicamentos.
A detenção ocorre num momento de acentuação das tensões entre Washington e Havana. Na semana anterior, o Departamento de Justiça imputou ao ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, crimes ligados ao derrube de aeronaves de uma organização de exilados em 1996. O Pentágono também confirmou a presença do porta-aviões USS Nimitz em águas próximas ao Caribe.
O cenário regional envolve ainda mudanças políticas e econômicas, com impactos sobre o apoio externo a Cuba. Em paralelo, o presidente dos EUA tem reorientado medidas, incluindo sanções e controles a atividades ligadas a GAESA, bem como pressão por reformas estruturais no regime cubano.
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