- O grupo neo‑nazista White Australia Party, também conhecido como National Socialist Network, afirma que pode se tornar um partido político somente se apresentar a lista completa dos membros, sem redigir os nomes.
- A Australian Electoral Commission informou que a candidatura é invalidada por não apresentar os detalhes dos membros; decisão formal deve sair em julho, após o retorno dos mandados da eleição suplementar de Farrer.
- O White Australia Party abriu uma ação constitucional no Supremo Tribunal da Austrália contra a proibição, alegando que a legislação viola a liberdade de comunicação política.
- O grupo registrou‑se como associação e busca tornar‑se um partido elegível para disputar as eleições federais, solicitando uma ordem judicial para não haver ações enquanto o caso tramita.
- Mesmo com a recusa da AEC, membros poderão concorrer como independentes nas próximas eleições, sem o nome ou o logotipo do partido; no Senado, entrariam na linha de votos como independentes.
Ação judicial envolve grupo nacionalista de fachada neonazista que busca registrar-se como partido político, mesmo mantendo nomes de membros ocultos. A solicitação foi apresentada ao Tribunal Superior da Austrália na sexta-feira, em meio a uma contestação à proibição federal.
O grupo White Australia, também conhecido como National Socialist Network, afirma ter redigido a lista de 1.779 membros para proteger as identidades. O objetivo é manter o registro de candidato aberto, ao mesmo tempo em que evita a “doxxing” de membros.
A Nova esperança jurídica envolve um pedido de ordem judicial para impedir ações do governo federal durante o andamento do recurso. A coleta de detalhes completos dos membros permanece em disputa.
Desdobramentos legais e eleitorais
A Australian Electoral Commission indicou que a candidatura não atende aos requisitos formais por não apresentar dados completos dos membros. Mesmo assim, a decisão final sobre o registro ocorre apenas em julho, após o retorno dos mandados de eleição.
A instituição informou que, para seguir com o processo, será necessário submeter contatos de todos os membros conforme o registro eleitoral. O grupo também requer que o caso seja analisado sem sanções durante o litígio.
O habeas corpus envolve a defesa da liberdade de comunicação política, segundo a defesa do grupo. O presidente nacional, Thomas Sewell, figura como representante dos 1.778 membros segundo a documentação.
O grupo registrou-se como associação incorporada em dezembro do ano anterior, em vigor no estado de Victoria. O objetivo é competir por vagas no parlamento federal, caso a questão legal seja resolvida a tempo das eleições federais.
Caso os integrantes do White Australia disputem, sem o rótulo do partido, poderão concorrer como independentes. No Senado, venceria quem estiver abaixo da linha, sem coligações com outros independentes.
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