- A exposição imersiva Nova, que relembra o massacre de 378 pessoas no festival de música de 7 de outubro e os 44 reféns, abre em Londres (Shoreditch) e ficará seis semanas.
- Elkana Bohbot, organizador do evento, pede que quem vá a uma manifestação em frente à mostra entre apenas um minuto para entrar e ver o conteúdo.
- A mostra usa imagens de vítimas, filmagens de celulares e câmeras corporais para mostrar o ocorrido e encorajar quem duvida da gravidade do ataque.
- Em Nova York, manifestantes criticaram a condução de Israel após o ataque, destacando que a exposição já gerou protestos antes de chegar a Londres.
- Entre os relatos apresentados, há a história de Aner Shapiro, jovem israelense que morreu defendendo outras pessoas no local, e depoimentos dos familiares de vítimas que acompanhavam os acontecimentos pelo último dia da vida do filho.
Two vans de polícia e equipes de segurança cercaram a entrada de uma galeria em leste de Londres, na manhã de abertura da exposição Nova. O evento relembra o massacre de 378 pessoas no festival de música de 7 de outubro, além de 44 reféns e 19 mortos em cativeiro com Hamas.
A mostra, que já percorreu Nova York, traz relatos e imagens coletadas pelos fãs e protagonistas. O objetivo é confrontar quem nega a gravidade do ataque e manter viva a memória das vítimas.
Elkana Bohbot, coorganizador do festival de 2023, pediu aos visitantes que entrem apenas por um minuto, enfatizando o caráter educativo e de lembrança. A exposição fica em Shoreditch por seis semanas.
Exposição em Shoreditch
A mostra começa com um filme de três minutos em que jovens descrevem a alegria da festa antes da interrupção causada pelo alerta vermelho. Em seguida, uma sala escura exibe pertences, carros incendiados e cenas do ataque.
Itens de vítimas, câmeras de vigilância e imagens de testemunhas compõem o percurso, com relatos de quem se abrigou ou foi forçado a caminhar quilômetros até segurança. Fragmentos de áudio relatam o desespero.
Entre os relatos, há registro da coragem de Aner Shapiro, jovem britânico-israelense que atuou para proteger pessoas no abrigo. Ossos e evidências de explosões são apresentados junto a depoimentos da família sobre os últimos momentos dele.
Familiares de Aner, Moshe e Shira Shapiro, contam que conseguiram entender os minutos finais do filho por meio de relatos e imagens. Aos 22 anos, Aner morreu defendendo outros no abrigo, segundo as informações exibidas.
Famílias de outras vítimas também compartilham memórias, reforçando a importância de preservar a documentação visual e sonora do episódio. A organização destaca o propósito educativo da mostra.
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