- Zainab Sheriff, cantora e participante de reality show, foi condenada em abril a quatro anos e dois meses de prisão por incitamento e uso de linguagem ameaçadora, relacionada a fala feita em janeiro.
- Advogados, políticos e ativistas pedem a libertação, dizendo que a punição faz parte de um ataque à liberdade de expressão no país.
- Sheriff foi presa em vinte de fevereiro, teve negado o direito a fiança e está detida em uma prisão de segurança máxima em Freetown.
- Críticos veem o caso como tentativa de intimidar vozes dissidentes, com a prefeita de Freetown destacando que a sociedade está sob pressão para não se expressar.
- O contexto inclui preocupações anteriores sobre a transparência das eleições de dois mil e vinte e três e casos recentes de repressão a vozes femininas, citando incidentes envolvendo outras figuras públicas e observadores da ONU.
Zainab Sheriff, cantora e participante de reality show, foi condenada a quatro anos e dois meses de prisão por incitamento e uso de linguagem ameaçadora. A sentença foi anunciada em abril, na Serra Leoa, após o caso envolvendo um discurso feito em janeiro.
Segundo a promotoria, Sheriff afirmou, em comício, que quem fraudasse uma eleição teria roubado a votação do povo, cometido traição e que ela e as famílias dos envolvidos deveriam ser mortas. A acusação usou o vídeo da fala como prova durante o julgamento.
Sheriff foi detida em 20 de fevereiro e negou-se a aceitar culpa. A defesa alega irregularidades no processo, incluindo a negativa de fiança e a condução de etapas do tribunal como se fosse um julgamento simulador. Ela permanece presa em uma prisão de alta segurança em Freetown.
Reações e contexto
Yvonne Aki-Sawyerr, prefeita de Freetown e oposicionista, critica a decisão e afirma que o caso é um exemplo de intimidação de vozes dissidentes. Ela sustenta que a sentença visa amedrontar a sociedade.
A AdvocAid, organização que apoia mulheres, classifica o andamento do processo como inadequado e aponta que não houve provas de reação pública às falas de Sheriff. A entidade alerta para o uso da lei como arma contra quem se posiciona politicamente.
Ação judicial anterior envolve outros casos de protesto e controle de discurso político, com observadores internacionais ressaltando preocupações sobre transparência e direitos civis. As autoridades defendem que a lei foi aplicada conforme o devido processo legal.
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