- Kyiv sofre ofensiva russa contínua; Friedrich Merz disse que Moscou aposta na escalada, não na negociação.
- Ao menos 16 mortos em Kyiv, incluindo duas crianças; total de civis mortos na ofensiva de quarta e quinta-feira é de pelo menos 22; prefeito endossou luto oficial.
- Zelenskyy afirmou que ações não indicam fim da guerra; Merz disse que a Europa está pronta para negociações para uma paz justa, enquanto a Rússia persiste nos ataques.
- Mais de mil quinhentos drones foram lançados desde quarta; cerca de 180 instalações foram danificadas, incluindo mais de 50 edifícios residenciais; fornecimento de eletricidade foi afetado em 11 regiões.
- Agência Internacional de Energia Atômica alertou para atividades militares intensificadas perto de usinas nucleares na Ucrânia, com mais de 160 drones na região e apelo por máxima contenção.
O ataque massivo russo contra Kyiv deixou marcas perceptíveis em mais de 24 horas de ofensiva. Moscou é acusado de buscar escalada, não negociação, afirmou o chanceler alemão, Friedrich Merz. Em Kyiv, serviços de emergência confirmaram pelo menos 16 mortos, incluindo duas crianças, com a cidade sob ataque contínuo. O prefeito Vitali Klitschko decretou luto oficial.
Mais de 1,5 mil drones foram lançados pela Rússia desde a manhã de quarta-feira, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. Autoridades russas anunciaram perdas civis na capital e em outras regiões; o número de vítimas civis ultrapassou 22 ao longo de quarta e quinta-feira.
Merz reiterou que Kyiv e parceiros europeus buscam uma paz justa por meio de negociações, enquanto as ações russas parecem indicar o oposto. O chanceler completou dizendo que os europeus decidem quem representa seus interesses, rejeitando a ideia de mediação por terceiros.
Mais de 1,5 mil trabalhadores de resgate atuaram no país, incluindo quase 600 em Kyiv. Zelenskyy informou danos a 180 imóveis, entre eles mais de 50 residenciais. Em Kherson, uma missão humanitária da ONU sofreu ataque com drones, segundo autoridades locais.
Em Kharkiv, a segunda maior cidade, 28 pessoas ficaram feridas, entre elas três crianças, com infraestrutura civil atingida. O ministério de Energia afirmou interrupções no fornecimento de eletricidade em 11 regiões, além de ataques a portos na região de Odesa e a ferrovias.
Paralelamente, a primeira-ministra da Letônia apresentou renúncia após a queda do governo provocada por invasões de drones vindos da Rússia para território letão. A crise levou à saída de membros do gabinete e ao colapso da coalizão governista, segundo informações locais.
A Organização Internacional de Energia Atômica (IAEA) alertou para atividades militares intensificadas próximas a instalações nucleares na Ucrânia, citando as usinas de Khmelnitsky, Rivne e Sul-Ucrânia e o sítio de Chornobyl. Houve aumento no uso de drones na área, elevando riscos de segurança.
Na fronteira com a Rússia, ataques com drones ucranianos deixaram um morto e três feridos na região de Belgorod. Um drone atingiu uma residência em Graivoron, e outro incidente próximo à fronteira causou ferimentos adicionais, segundo autoridades locais.
Nesta quinta-feira, a corte anti-corrupção da Ucrânia decidiu prender Andriy Yermak, aliado próximo do presidente Zelenskyy e ex-chefe de sua administração, sob acusações de lavagem de dinheiro. A fiança ficou fixada em 140 milhões de hryvnias (aproximadamente 3,19 milhões de dólares), mantendo Yermak em liberdade enquanto o caso avança.
Entre na conversa da comunidade