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Rússia seria principal beneficiária do erro de Trump com o Irã

Rússia soma bilhões com o petróleo mais caro e sanções atenuadas, fortalecendo a economia de Putin e o esforço de guerra, segundo análises de especialistas

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  • Rússia estaria faturando bilhões de dollars adicionais com a alta do preço do petróleo, com estimativa de 9 bilhões de dólares em abril e cerca de 100 milhões de dólares a mais a cada 10 dólares dolarizados por barril.
  • Três elementos positivos para a Rússia: petróleo mais caro, efeitos em fertilizantes e outros commodities afetados pelo conflito; além disso, menos pressão de interceptores Patriot em uso pela Defesa dos EUA e aliados.
  • Uma parte negativa para a Rússia, mas que beneficia a Ucrânia, é a dependência europeia de mísseis interceptores Patriot, cuja escassez pode afetar a defesa de infraestrutura.
  • A Rússia auxilia a Irã de forma limitada, compartilhando dados de alvos e componentes de drones; o Irã utiliza o corredor do Mar Cáspio para importações, reduzindo dependência do Mar Negro.
  • No front de guerra na Ucrânia, a Rússia avança de forma gradual, com vantagem numérica, porém com altos custos de material e pessoal; a tendência aponta para ganhos de território, mas sem alcançar objetivos estratégicos claros.

O conflito entre Estados Unidos e Irã continua afetando a economia global, mas não trouxe o mesmo peso para a Rússia. Dados indicam que Moscou já teve bilhões de dólares a mais com a venda de petróleo devido aos preços elevados, além de o governo americano ter suspendido temporariamente sanções à Rússia para conter custos globais.

Especialistas estimam ganhos significativos com cada aumento de preço do petróleo. Um analista calculou que cada US$ 10 a mais por barril rende cerca de US$ 100 milhões por mês para a Rússia, contando governo e empresas. Em abril, as autoridades russas disseram ter alcançado US$ 9 bilhões em receitas com petróleo.

Além da parte petrolífera, há efeitos indiretos: fertilizantes, alumínio e outros produtos commodities também são influenciados pela mudança no cenário de guerra. Outro ponto citado é a redução de interceptores Patriot, o que, segundo fontes, aumenta a vulnerabilidade a ataques de mísseis balísticos, caso haja necessidade de resposta rápida no inverno.

Um terceiro elemento apontado é a distração da máquina de segurança dos EUA com um conflito regional, com Hormuz ainda fechado. A percepção é de que esse desvio de atenção pode permitir maior espaço para ações russas, inclusive em negociações de sanções com grandes empresas petrolíferas.

Um aspecto negativo para a Rússia, porém, vem de Kyiv. A Ucrânia tem explorado a demanda por interceptores usados contra drones iranianos por países do Golfo, fortalecendo acordos de cooperação e investimentos que podem beneficiar a indústria de defesa ucraniana. O cenário é visto como ganho indireto para Kyiv e possível estímulo a parcerias regionais.

Quanto às relações com o Irã, a evidência disponível é apontada como díficil de medir com precisão. A Rússia não é aliada militar formal de Irã, mas tem apoiado o país com dados de alvos e com componentes de drones. Os laços, segundo a análise citada, são pragmáticos e visam atender necessidades de ambos os lados sem transformar-se em uma aliança plena.

No âmbito da guerra na Ucrânia, especialistas divergem sobre o ritmo de avanço russo. Algumas fontes veem ganhos de território pela Rússia, com vantagem numérica de equipamentos, mas sinalizam custos elevados em material e pessoal. A estratégia russa parece manter pressão sem alcançar metas estratégicas claras.

O panorama indica que a Rússia pode colher benefícios sanitários do conflito regional, ao mesmo tempo em que enfrenta riscos de segurança e pressões no front. O quadro permanece dinâmico e sujeito a alterações conforme evoluem as ações militares e as respostas internacionais.

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